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Quem caminha pela orla de Maceió, entre um mergulho no mar de tons azul-turquesa e um passeio pelas calçadas movimentadas, dificilmente resiste a uma pausa diante de um cenário curioso: uma cadeira gigante que vem chamando a atenção de moradores e turistas.

Cadeira gigante na orla de Maceió se torna parada obrigatória para turistas e moradores

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O monumento, instalado como atrativo turístico e ponto instagramável, tem cumprido seu papel com sucesso. Diariamente, famílias, casais e grupos de amigos formam fila para registrar o momento na cadeira colorida, que contrasta com o horizonte da Praia de Pajuçara e as jangadas que enfeitam o mar.

“É impossível passar e não querer tirar uma foto. Parece que a gente vira criança de novo, senta ali e ri feito bobo”, conta a turista pernambucana Ana Clara Souza, que visitava a cidade pela primeira vez.

A atração, além de divertida, reforça o charme da orla maceioense, conhecida por unir beleza natural e vida urbana. Ao longo do calçadão, barracas oferecem desde o tradicional sururu até água de coco gelada. Ciclistas e corredores aproveitam a brisa constante, enquanto o movimento dos artesãos na feirinha da Pajuçara dá um toque cultural ao passeio.

Para o comerciante Seu João Nogueira, que vende picolés na região há mais de 20 anos, a cadeira trouxe um novo fôlego ao local: “Agora o pessoal vem, tira foto, e já aproveita para comprar alguma coisa. É bom para todo mundo. A orla sempre foi linda, mas agora tem mais um motivo para parar e aproveitar.”

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Mais do que um ponto para fotos, a cadeira gigante se tornou um símbolo de acolhimento, lembrando que Maceió não é feita apenas de praias paradisíacas, mas também de espaços pensados para celebrar encontros, sorrisos e memórias compartilhadas.

Quem visita a capital alagoana dificilmente sai sem uma lembrança registrada na cadeira — e, claro, sem a sensação de que Maceió sabe como receber bem.

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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