Turismo
Canela: Semana Farroupilha do Parque do Caracol vai até domingo (22)
Turismo

O Parque do Caracol, em Canela, tem programação especial para a Semana Farroupilha que vai até até domingo, 22 de setembro. No calendário, rodas de chimarrão, música ao vivo e apresentações de danças típicas.
Quem visitar o parque até domingo terá a oportunidade de tomar um chimarrão durante as “mateadas” que acontecem todos os dias das 11h às 14h. Na sexta-feira (20), Dia do Gaúcho, a mateada será embalada pelo músico nativista Mateus Carvalho.
Encerrando a programação deste ano da Semana Farroupilha, nos dias 21 e 22, se apresentam Daniel Almeida e Grupo Retruco, das 11h às 14h. Este é o segundo ano consecutivo em que o Parque do Caracol celebra a cultura gaúcha junto com o seu público.
Confira a programação
20 de setembro (sexta-feira) – Dia do Gaúcho
11h às 14h – roda de chimarrão e música tradicionalista com Mateus Carvalho
21 de setembro (sábado)
11h às 14h – roda de chimarrão e música tradicionalista com Daniel Almeida
22 de setembro (domingo)
11h às 14h – roda de chimarrão e música com Grupo Retruco
PARQUE DO CARACOL, em CANELA
Endereço: Rodovia RS 466, km 0, s/n – Canela
Funcionamento: todos os dias das 9h às 17h
Ingressos: Adulto R$ 75 na bilheteria, ou R$ 65 antecipado no site
Isenção:
– Pessoas nascidas ou moradoras de Canela e Gramado, mediante documentação comprobatória
– Cadeirantes
– Guias de turismo inscritos na Cadastur
– Crianças até 5 anos
Meia-entrada (R$ 37):
– Pessoas nascidas ou moradoras do Rio Grande do Sul, mediante documentação comprobatória; saiba mais
– Pessoas acima de 60 anos, mediante a apresentação de documento oficial com foto, conforme artigo 23 da lei 10.741/2003.
– Crianças (de 6 a 11 anos), mediante a apresentação de documento oficial com foto;
– Estudantes, mediante a apresentação de carteira de estudante, conforme 2º do art. 1º da Lei nº12.933, de 2013;
– PcD e Acompanhante, mediante a apresentação de laudo médico e/ou documento oficial com foto.
Estacionamento: R$ 30
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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