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Como é o novo terminal super VIP do BTG Pactual em Guarulhos

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Como é o novo terminal super VIP do BTG Pactual em Guarulhos
Maurício Brum

Como é o novo terminal super VIP do BTG Pactual em Guarulhos

Começa a funcionar em dezembro o novo – e exclusivo – Terminal BTG Pactual do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O espaço, que passou a receber reservas de clientes do banco no final de outubro e abriu as vendas para o público geral no último dia 4, garante escapar das filas e deslocamentos dentro do aeroporto, além de oferecer uma experiência de luxo na espera do voo, que inclui até pratos assinados pelo chef Ivan Ralston, do Tuju, eleito chef do ano na premiação COMER & BEBER DE 2024 .

O novo terminal ultra VIP é o primeiro do gênero na América Latina, e se inspira em projetos semelhantes que já existem em solo estrangeiro, em lugares como Dubai e Los Angeles, onde a operação ajuda os famosos a escapar do assédio de fãs e fotógrafos.

Atrações do espaço

São 2,4 mil metros quadrados de área construída com espaço para expansão futura, conforme a demanda. Em um primeiro momento, o Terminal BTG Pactual vai primar pela exclusividade: um máximo de 14 pessoas serão atendidas por hora , com direito a serviço de concierge para realização do check-in, restaurante e drinks – estes, assinados por Ricardo Miyazaki, nome à frente do The Punch Bar e premiado como melhor bartender de São Paulo.

Por uma taxa extra, também será possível acessar outras áreas, como uma sala de reuniões.

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Além do conforto no aguardo do voo, o grande diferencial do espaço é garantir que os VIPs que frequentam o terminal possam realizar todos os procedimentos alfandegários, imigratórios e de segurança sem precisar acessar as áreas “normais” do aeroporto. O terminal conta com seu próprio posto da Polícia Federal e quatro máquinas de raio X próprias.

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Como reservar um lugar no terminal

As reservas para o público em geral estão abertas desde 4 de novembro, com os primeiros voos atendidos a partir de dezembro, mas por enquanto há limitações: até o final do ano, o terminal opera somente das 17h à meia-noite e para embarques internacionais. A expansão dos horários e tipos de voos deve ocorrer em 2025, quando se espera que o terminal esteja operacional 24 horas por dia e inclusive para trechos domésticos.

Para quem deseja uma reserva, também é preciso ficar atento ao prazo de pelo menos 72 horas de antecedência em relação ao voo. Qualquer pessoa pode usufruir do serviço, desde que pague uma tarifa de US$ 590 para acessar o terminal (para embarques e desembarques nacionais, ainda não iniciados, a previsão é de que o valor parta de US$ 375).

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Um pacote ainda mais exclusivo, que permite deslocamento ao terminal de helicóptero (e o transfer até o heliponto), é comercializado por US$ 950.

Reservas podem ser feitas pelo site oficial .

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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