Turismo
‘Cozinha do Lorençato’, um saboroso programa de entrevistas e receitas
Turismo

Tem tempero especial a primeira temporada de Cozinha do Lorençato . O programa, um mix de entrevistas e receitas concebido e apresentado pelo editor-executivo e crítico de restaurantes de VEJA SÃO PAULO, Arnaldo Lorençato, estreia no dia 10 de outubro, às 18h, no canal do YouTube de VEJA e na plataforma de streaming VEJA+ .
O jornalista conversou com dez grandes nomes da gastronomia. Essa primeira dezena de episódios está recheada de revelações e surpresas, que vão ao ar uma vez por semana, sempre às quintas-feiras.
O programa está dividido em quatro blocos: entradas, prato principal, a receita desandou e cafezinho. Neles, todos os convidados encaram o fogão e passam pela rigorosa avaliação de Lorençato. Depois de prepararem um prato, os convidados contam um momento difícil e marcantes de suas vidas. No cafezinho, uma surpresa: um delicioso biscoito da sorte.

Para a estreia, o papo é com Janaína Torres, do Bar da Dona Onça , eleita pelo ranking The World’s 50 Best Restaurants a melhor chef mulher do mundo .
Também entram na cozinha-estúdio Alex Atala, do D.O.M. , cinco-estrelas máximas pelo COMER & BEBER, e do brasileiro Dalva e Dito ; Renata Vanzetto, de endereços descolados como o Ema , Matilda , Mi.Ado e Mamma Vanzetto ; Elisa Fernandes, do francês de boa cepa Clos Wine Bar ; Carmen Virgínia, do brasileiríssimo Altar Cozinha Ancestral ; Antonio Maiolica, do italiano Temperani Cucina e do MII Rooftop ; a benfeitora social Vó Tutu com ações na Vila Brasilândia; o confeiteiro Lucas Corazza ; o criador de conteúdo Mohamad Hindi ; e a influenciadora Isabella Scherer , a Isa. Um episódio mais saboroso do que o outro.

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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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