Turismo
Dia de Nossa Senhora Aparecida: veja o que fazer em Aparecida do Norte
Turismo

Neste sábado (12), é comemorado o Dia de Nossa Senhora Aparecida , padroeira do Brasil. A santa brasileira é nacionalmente conhecida, angariando milhões de fiéis por todo o território brasileiro e tendo uma cidade no interior de São Paulo que possui um turismo voltado à sua imagem: o município de Aparecida , ou popularmente conhecida como Aparecida do Norte.
O turismo na cidade é voltado para o lado religioso, se concentrando principalmente em locais com a imagens católicas ou no Santuário Nacional, onde está a Basílica de Nossa Senhora. Mas o que fazer na cidade para aproveitar o dia? O iG Turismo separou as melhores atrações para você visitar durante a passagem por Aparecida do Norte.
Basílica de Nossa Senhora Aparecida
Não tem como falar de Aparecida e não citar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida . A área total da construção é maior que a igreja do Vaticano , para se ter uma ideia. No interior, sua arquitetura e design possui detalhes em todas as partes, com constantes restaurações.
Ela é aberta para visitação todos os dias do ano, com missas programadas quase todas as horas do dia. Caso não queira assistir à missa, os visitantes também podem aproveitar para conhecer a igreja e os arredores, com possibilidade de tour guiado.
Nas mediações do Santuário há também locais a serem explorados, como parques de diversões, aquários, museus, locais de pagamento de promessas e lojas para a compra de objetos santificados.
Passarela da Fé
Ainda no Santuário, os visitantes podem caminhar pela Passarela da Fé, que é um dos pontos turísticos mais emblemático da cidade. A passarela possui cerca de 5 minutos de subida, saindo da Basílica de Nossa Senhora Aparecida e terminando na Basílica Histórica, popularmente conhecida como Basílica Velha . Lá, os visitantes também podem encontrar a Galeria Recreio , que é uma espécie de mini shopping.
Muitos fiéis utilizam a Passarela da Fé para pagar promessas, fazendo todo o caminho de joelho, por exemplo.
Basílica Velha
Falando na Basílica Velha , não podemos deixar de citar a igreja que é um dos maiores pontos de peregrinação. A igreja foi construída em 1834 e possui missas diárias, como aconteceu no Basílica Nova .
Segundo a história, após a imagem ser encontrada no rio e com a pesca milagrosa, ela foi levada para a casa de um dos pescadores, Felipe Pedroso. Ela teria feito diversos milagres e sua fama começou a crescer, levando a construção de uma pequena capela e sendo substituída por uma maior em 1734. Em 1834, finalmente, ela foi levada à Basílica Histórica.
Caminho do Rosário em Aparecida
Uma opção para quem quer conhecer mais o Santuário é o Caminho do Rosário. A trilha liga a Cidade do Romeiro ao Porto Itaguaçu , e conta a história da vida de Jesus Cristo. Além disso, ele retrata em 20 imagens os Mistérios do Rosário.
Porto Itaguaçu
O Caminho do Rosário termina no Porto Itaguaçu, localizado às margens do Rio Paraíba do Sul. o rio é descrito como o local em que foi encontrada a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, em 1717.
Centro de Apoio ao Romeiro
Para os que estão perto da Basílica , uma ótima opção para visita é o Centro de Apoio ao Romeiro (CAR) . O local é descrito como um acolhimento aos visitantes, contando com lojas, praça de alimentação e pontos de diversão.
Ele fica diretamente ligado ao Santuário por um caminho coberto que atravessa o espaço do estacionamento.
Morro do Cruzeiro
O Morro do Cruzeiro é conhecido por ser o local em que o bondinho de Aparecida desembarca. Em seu topo, fica a Torre do Mirante , que possibilita uma visão geral sobre o Santuário e a cidade. O bondinho tem seu embarque em frete a Basílica e leva cerca de 10 minutos para subir.
Além do bondinho, os mais aventureiros podem subir o local a pé. São cerca de 15 minutos andando, com um percurso de 800 metros com pontos ingrimes.
Morro do Presépio de Aparecida
Também localizado no Santuário Nacional de Aparecida , o Morro do Presépio é um local de caminhada e meio a história do nascimento de Jesus. São mais de 70 esculturas em 7 mil m².
Os visitantes costumam subir nele para aproveitar a vista e tirar fotos da Basílica .
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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