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Diamantina: casas no centro histórico para alugar no Airbnb

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Diamantina: casas no centro histórico para alugar no Airbnb
Rebeca de Ávila

Diamantina: casas no centro histórico para alugar no Airbnb

O centro histórico de Diamantina , em Minas Gerais , concentra não só os principais casarões e igrejas da cidade, como também os restaurantes e cafeterias. Por isso, é a melhor região para se hospedar e estar a uma pernada de tudo que interessa. Explorar os arredores dispensa carros, mas é preciso ter fôlego para aguentar o sobe e desce das ladeiras de pedra.

As acomodações aqui reunidas têm estrutura modesta, mas reluzem como diamantes por sua localização perto das principais atrações. Confira a seleção:

Casa para dez pessoas abaixo do Mercado Velho

Subindo a Rua do Beco das Beatas, onde está a casa, e contornando o quarteirão alcança-se a Praça Barão Guaicuí e o Mercado Velho , onde acontece uma feira de produtos regionais aos sábados e domingos. A casa data de 1930 e foi reformada para receber grupos de até dez pessoas. São quatro quartos, dois banheiros, cozinha equipada e sala de estar no estilo mais tradicional de Diamantina : com decoração em branco e azul. Ótima para quem viaja com crianças, a área externa tem um pequeno parquinho com balanço e escorregador. Reserve aqui .

Comentário de quem já alugou: “A casa é um charme, antiga porém reformada, com toques de decoração atuais. Muito bem localizada, pertinho de tudo, fizemos todos os deslocamentos a pé. Mariana foi muito atenciosa e prontamente me respondia, dava sugestões.” – Vanessa, agosto de 2024.

Airbnb Diamantina, Minas Gerais
Airbnb/Reprodução

Casa para 15 pessoas perto da Rua da Quitanda

Os lustres, as varandas e os detalhes rebuscados nos móveis de madeira não deixam dúvidas sobre o passado colonial do casarão. Repleta de charme, a acomodação tem sete quartos, todos com janelas com vista para o Centro Histórico da cidade. A cozinha é equipada com fogão a lenha, geladeira e microondas. A casa está próxima à Rua da Quitanda, que concentra bares e restaurantes e é onde ocorre a Vesperata , entre abril e outubro. Reserve aqui .

Comentário de quem já alugou: “Tudo é perfeito: a localização, a casa, o cuidado com os hóspedes, a roupa de cama, as dicas sobre a vesperata… fomos recebidos com café, biscoitos e um bolo novinho e delicioso.” – Thais, outubro de 2024.

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Airbnb Diamantina, Minas Gerais
Airbnb/Reprodução

Casa para seis pessoas ao lado da Igreja do Carmo

Ao lado da igreja mais rica da cidade, a casa está na histórica Rua do Contrato, nome que faz referência ao contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira, parceiro de Chica da Silva. Assim como do lado de fora, os detalhes por dentro são em verde, vermelho e amarelo. Os seis hóspedes se acomodam nos dois quartos ou no sofá-cama da sala de estar e dividem o único banheiro da acomodação. Há ainda cozinha equipada com geladeira, fogão e utensílios básicos e uma pequena área de serviço com vista para a Igreja do Rosário e o Pico do Itambé . Durante a Semana Santa, as procissões passam em frente à casa. Reserve aqui .

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Comentário de quem já alugou: “A casa é simplesmente linda e exatamente o que mostram as fotos. Ao abrir qualquer porta ou janela, você vai se deparar com as vistas surreais de Diamantina. A localização é perfeita e a casa fica a menos de 10 minutos andando dos melhores pontos turísticos, bares e restaurantes. A comunicação com a Natália foi sempre fácil, direta e eficiente” – Vinícius, junho de 2024.

Airbnb Diamantina, Minas Gerais
Airbnb/Reprodução

Casa para duas pessoas em frente à casa de Chica da Silva

Compacta, a casa tem um quarto com televisão e cama queen, um banheiro e um pequeno hall com poltronas, frigobar e cafeteira. A localização, porém, é o que tem de mais interessante: em frente ao sobrado onde Chica da Silva viveu com o contratador João Fernandes entre 1763 e 1771. A atração tem entrada gratuita e expõe um acervo de itens e mobiliário do século 18 (confira tudo sobre a visita) . Reserve aqui .

Comentário de quem já alugou: “Excelente hospedagem, privativa e com muito conforto. O ponto alto com certeza é a localização. Fizemos tudo a pé, pegando o carro apenas para explorar os distritos de Diamantina. Utilizamos o espaço como ponto de apoio das caminhadas pela cidade.” – Renato, agosto de 2024.

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Airbnb Diamantina, Minas Gerais
Airbnb/Reprodução

Casa de campo para dez pessoas

A 10 km do centro de Diamantina , essa casa é para quem busca sossego em meio ao Cerrado na Serra do Espinhaço . Há até mesmo um rio que corta toda a propriedade e opções de trilhas que levam a cânions, poços e pequenas cachoeiras. Em dois andares, até dez pessoas podem se hospedar nos quatro quartos, onde luminárias que pendem do teto, vasos de planta e as cores verde e azul estão por todos os lados. Da cozinha americana, é possível sair para a varanda com redes, sofás e lareira. Reserve aqui .

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Comentário de quem já alugou: “A casa estava impecável, tudo limpo e bem organizado. A casa é realmente muito linda e bem aconchegante, a noite é linda, e a vista durante o dia é surreal. O Felipe foi extremamente receptivo, nos dando até dicas de passeio pela cidade.” – Maria Isabela, agosto de 2024.

Airbnb Diamantina, Minas Gerais
Airbnb/Reprodução

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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