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ETA: a nova autorização de viagem para entrar no Reino Unido

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ETA: a nova autorização de viagem para entrar no Reino Unido
Maurício Brum

ETA: a nova autorização de viagem para entrar no Reino Unido

Quem for viajar para o Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) no ano que vem, deve ficar atento: a partir de 8 de janeiro de 2025, o quatro países exigirão na entrada uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA, na sigla em inglês) , que poderá ser obtida online.

A medida vale até para nacionalidades que hoje não precisam de visto para ingressar em território britânico, caso de quem tem passaporte brasileiro. Mesmo quem possui passaporte europeu não escapará da nova medida, embora a exigência comece um pouco mais tarde – nesse caso, o ETA será exigido a partir de 2 de abril de 2025.

Como emitir o ETA

Os interessados devem acessar este site do governo britânico para a emissão do Electronic Travel Authorisation . Vale lembrar que o procedimento de emissão só começa a funcionar para quem tem passaporte brasileiro a partir de 27 de novembro de 2024. Para entrada no Reino Unido até 7 janeiro de 2025 não há necessidade de emitir o ETA.

Quanto custa a emissão do ETA?

Uma vez no sistema, os viajantes devem realizar o upload do passaporte que será usado para entrar no Reino Unido e de uma foto de rosto seguindo as indicações que aparecerem no site. Além disso, é necessário responder um questionário e pagar uma taxa de 10 libras (cerca de R$ 72) , em cartão de crédito, débito ou via Apple Pay ou Google Pay.

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Quanto tempo leva para ter uma resposta?

Segundo o governo britânico, a expectativa é que o tempo de análise até a emissão do ETA leve três dias úteis, embora esse período possa variar.

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Qual a validade do ETA?

Dois anos. Caso o seu passaporte vença antes disso será preciso emitir um novo ETA.

Com o ETA em mãos a entrada no Reino Unido está garantida?

Ainda que seja um documento obrigatório, o ETA não garante a entrada no Reino Unido – ainda será preciso passar pelos procedimentos migratórios de rotina no desembarque. Tenha em mãos reserva de hospedagem, seguro viagem, passagem de volta, demonstração de vínculo com o Brasil e comprovação de que poderá se manter durante toda a viagem. Confira dicas para não passar sufoco na entrada em outro país .

Isenções para o documento

Apesar da exigência do novo documento a partir de 2025, algumas pessoas ainda poderão entrar no Reino Unido sem emiti-lo: é o caso de quem tem permissão para residir, trabalhar ou estudar no país, além de pessoas com cidadania britânica ou irlandesa.

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E o ETIAS?

O ETIAS é uma autorização similar ao ETA que será exigida para entrar nos 26 países que compõem o Espaço Schengen. Depois de inúmeros adiamentos, tudo indica que a exigência passará a valer a partir de maio de 2025 . O procedimento de emissão será muito similar ao ETA; saiba mais . Os países que compõem o Espaço Schengen são: Alemanha , Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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