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Glacier Express: como é viajar no luxuoso “trem lento” dos Alpes Suíços

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Glacier Express: como é viajar no luxuoso “trem lento” dos Alpes Suíços
Maurício Brum

Glacier Express: como é viajar no luxuoso “trem lento” dos Alpes Suíços

À primeira vista, o título que o Glacier Express usa para se promover pode até ser contraintuitivo. Afinal, esse famoso passeio pelas montanhas da Suíça faz questão de se proclamar o “trem expresso mais lento do mundo”. E, em um continente com trens que viajam a centenas de quilômetros por hora, realmente chama atenção uma viagem de apenas 291 km levar longas oito horas para ser concluída.

Mas é justamente o motivo da “lentidão” que torna essa jornada tão atrativa: a viagem entre Zermatt e St. Moritz (ou Davos, se você fizer uma troca pelo caminho) demora porque os trilhos percorrem caminhos tortuosos pelos Alpes Suíços – com todas as paisagens deslumbrantes que isso implica.

Ao todo, são quase 300 pontes e 91 túneis para ir de terminal ao outro, em uma daquelas experiências nas quais a própria viagem em si já é o grande atrativo da aventura.

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Como é a viagem no Glacier Express?

Todos os vagões de passageiros contam com janelões panorâmicos que se estendem até parte do teto, para garantir que ninguém perca qualquer detalhe da paisagem. Além das várias curvas, túneis e pontes do trajeto, outro destaque são as subidas e descidas pelas montanhas ao longo da viagem: Chur , a estação mais “baixa”, fica 585 metros acima do nível do mar; já o ponto mais elevado do trajeto é Oberalppass , a 2.033 metros de altitude.

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O trem oferece refeição com pratos e ingredientes tipicamente suíços, mas, para quem quer a experiência completa, o recomendado é investir na Excellence Class – trata-se do vagão premium do Glacier Express, em que a gastronomia é o grande destaque, com seis pratos acompanhados de champagne e vinho sendo servidos ao longo do trajeto. Esse vagão também inclui concierge, um guia de viagem e um bar exclusivo para aproveitar as oito horas com o máximo de conforto.

Entre maio e outubro, as saídas são em três horários: às 7h52, 8h52 e 9h52 partindo de Zermatt ; e às 7h02, 8h51 e 9h42 saindo de St. Moritz . O horário de inverno, entre dezembro e maio, tem duas partidas diárias: às 7h52 e 8h52 em Zermatt; e às 8h51 e 9h42 em St. Moritz . Confira aqui a tabela horária atualizada .

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Atenção: entre as duas épocas, há um período em que o trem não opera. Em 2024, isso ocorrerá entre 13 de outubro e 6 de dezembro.

O trajeto tradicional do Glacier Express é entre as cidades de Zermatt e St. Moritz , lares de concorridas estações de esqui, mas há a opção de terminar o trajeto em Davos , cidade mais famosa por sediar o Fórum Econômico Mundial. Nesse caso, é preciso trocar de trem em Filistur , a antepenúltima estação. O trem também para nas estações de Brig, Andermatt, Chur, Tiefencastel e Samedan.

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Quanto custa?

O trajeto completo entre os terminais clássicos, St. Moritz e Zermatt , sai por 159 francos suíços (cerca de R$ 1.020*) na segunda classe e 272 francos suíços (cerca de R$ 1.745*) na primeira. O valor é um pouco menos salgado para quem faz o trajeto entre Davos e Zermatt , e se reduz gradativamente quanto menor a distância percorrida.

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Para quem quer ter a experiência mais famosa do Glacier Express, a Excellence Class custa 470 francos suíços (cerca de R$ 3.010*) e exige reserva prévia. Nessa categoria, é preciso pagar mesmo tendo um Eurail Pass .

Uma tabela completa de valores e o link para reservas podem ser encontrados aqui .

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*CHF$ 1 = R$ 6,44; consulte a cotação do dia

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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