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Jet lag: 7 dicas para diminuir os efeitos do fuso horário

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Jet lag: 7 dicas para diminuir os efeitos do fuso horário
Bárbara Ligero

Jet lag: 7 dicas para diminuir os efeitos do fuso horário

“Jet lag” é o termo em inglês usado para designar a alteração do ciclo biológico que rege o sono, a fome, o humor, as idas ao banheiro, etc causada pela mudança de fuso horário, geralmente após uma longa viagem de avião.

Os sintomas mais comuns são a fadiga, além da insônia ou do excesso de sono. Mas há quem também apresente dor de cabeça, prisão de ventre, enjoo… Sem falar, é claro, do mau humor.

Um fato curioso é que o jet lag tende a ser pior quando se viaja em direção ao leste porque, nesse caso, é preciso “adiantar” o relógio biológico. Afinal, pode ser bem difícil pegar no sono várias horas antes do habitual.

Confira, a seguir, algumas dicas para contornar o jet lag:

1. Comece a se preparar alguns dias antes

Uma estratégia, ainda que difícil, é tentar adaptar-se aos horários do destino antes de embarcar, seguindo horários de refeição e de sono conforme o fuso do destino.

2. Não viaje cansado

Na tentativa de dormir durante o voo, há quem embarque propositalmente cansado, mas isso pode ser uma roubada: para encarar horas de voo, o corpo precisa estar bem.

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3. Evite bebidas alcoólicas, cafeína e energéticos

Ainda que algumas pessoas sintam que o álcool ajuda a relaxar durante o voo, ele também é responsável por desidratar o corpo, o que agrava a sensação de cansaço. As bebidas com cafeína e os energéticos, por sua vez, são inimigos de uma boa noite de sono.

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4. Ao chegar no destino, durma na hora certa

Pode ser que, ao chegar no destino, você sinta muito sono e tenha vontade de tirar um cochilo para descansar, mesmo que ainda seja manhã ou tarde. Evite fazer isso e deixe para dormir só à noite, para entrar de uma vez no fuso local.

5. Dê uma volta ao ar livre

Um estudo realizado pela Northwestern University e pelo Santa Fe Institute, publicado na revista científica Chaos, comprovou que a exposição à luz ajuda o corpo a se acostumar ao novo fuso. Por isso, caso ainda seja dia ao chegar no destino, pode ser uma boa ideia dar uma volta ao ar livre.

6. Ao chegar no destino, coma na hora certa

A dica anterior também vale para as refeições. Mesmo que você não sinta fome, tente comer pelo menos um pouco nos horários convencionais do fuso local para ir regulando o ciclo biológico.

7. Invista no primeiro café da manhã

Segundo o mesmo estudo da Northwestern University e do Santa Fe Institute, no dia seguinte à chegada é importante tomar um café da manhã farto, com frutas e castanhas. Mas o café e as bebidas energéticas continuam não sendo recomendadas, por atrapalharem o sono nesses primeiros dias de viagem.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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