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Mercado Municipal de Curitiba é ótimo passeio na capital paranaense

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Mercado Municipal de Curitiba é ótimo passeio na capital paranaense
Maurício Brum

Mercado Municipal de Curitiba é ótimo passeio na capital paranaense

Com quase sete décadas de história, o Mercado Municipal de Curitiba é tradição para visitantes e locais. Além de ponto turístico, faz parte do cotidiano dos curitibanos que passam pelas bancas em busca de hortifruti, cortes de carne, flores e o que mais estiver incluído na lista da feira.

Variedade é o que não falta: são mais de 120 estabelecimentos desde a ampliação realizada em 2010. O Mercadão foi inaugurado em 1958, em meio a uma onda de urbanização na capital paranaense.

Para os turistas, conhecer cultivos típicos do Paraná pode ser um dos atrativos do Mercado, que dispõe também de restaurantes e lanchonetes no segundo pavimento, ótima oportunidade para comer um barreado ou uma carne de onça. Por lá você pode também comprar souvenires e presentes. Outra opção é aproveitar para visitar o Mercado durante um dos festivais anuais realizados no local (mais detalhes a seguir).

Pioneiro dos orgânicos

Em 2009, foi inaugurado o Setor de Orgânicos, que comercializa produtos sem agrotóxicos cultivados por agricultores familiares da região de Curitiba. O Mercado Municipal foi o primeiro no Brasil a criar um espaço exclusivo para os alimentos orgânicos.

O hortifruti é apenas um dos tipos de produtos comercializados nas bancas do Mercado. Há alimentos importados, frutas exóticas, flores, carnes, especiarias, temperos e cereais a granel.

Para os turistas, o passeio é uma boa pedida para levar uma lembrança de Curitiba para casa. O licor de erva-mate com capim-limão, o pinhão fresco e as geleias de frutas da estação são algumas das opções.

De olho nos festivais gastronômicos

Anualmente, o Mercado Municipal sedia festivais com foco na degustação de alimentos e bebidas. Um deles é a Expovinhos , cuja segunda edição ocorre ainda em setembro de 2024. Visitantes poderão provar diferentes variedades da bebida, oferecidas por mais de 30 expositores.

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Alguns dos Festivais requerem compra de ingresso para acessar um espaço dentro do Mercado, que tem entrada sempre gratuita . Celebrando pratos típicos do Sul do Brasil, o Festival Gastronômico do Pinhão oferece pratos especiais preparados com a semente, no mês de junho. Os restaurantes do Mercado disponibilizam um cardápio especial, que inclui, por exemplo, pastel, brigadeiro e massas preparados com pinhão.

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Já as peixarias do Mercado são o destaque da Semana do Pescado, que costuma ocorrer no início do ano, entre janeiro e fevereiro.

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Restaurantes e lanchonetes

O segundo andar do Mercado reúne os restaurantes e lanchonetes que servem opções que vão dos sanduíches a refeições, como o clássico barreado.

Dá para experimentar o alimento típico do Paraná em um preparo inusitado – a Pastelaria Curitiba , fundada em 1948, oferece um pastel com recheio e formato de pinhão. Também há outras combinações de recheio.

Para quem preferir um lanche mais tradicional, o Café do Mercado é uma ótima opção. O ambiente, decorado em estilo vintage, homenageia a posição clássica que a bebida ocupa no cotidiano dos brasileiros.

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A Fujii Cozinha Japonesa não pode faltar no roteiro de quem aprecia comida japonesa. O restaurante serve sushi, lamen, yakissoba, guioza e outras especialidades. O horário de funcionamento vai das 11h30 às 16h de terça a sábado e das 11h30 às 15h nos domingos.

Em setembro deste ano, o Mercado passou a abrir as portas durante o jantar. Por enquanto, o jantar ocorre mensalmente, na segunda quinta-feira de cada mês, apenas no Anarco Restaurante . A ideia é ampliar o movimento para outros estabelecimentos.

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Os lugares para jantar precisam ser reservados com antecedência, e o restaurante de estilo italiano tradicional tem no cardápio ossobuco de carneiro, polenta, burrata, diferentes tipos de massa e de risoto. O salão abre às 11h e fecha às 16h, de terça a sábado. Aos domingos, encerra o atendimento às 15h.

Como chegar

O Mercado fica na avenida Sete de Setembro 1865, pertinho da rodoviária, que também é o ponto de partida dos trens para Morretes . De terça-feira a sábado, o horário de funcionamento vai das 8h às 18h. Aos domingos, o Mercado fecha mais cedo, às 13h, e os restaurantes ficam abertos até às 15h. Às segundas-feiras, o Mercado Municipal não abre.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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