Turismo
Monastério barroco Schlierbach é opção de bate e volta de Viena
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Uma belíssima abadia da ordem de Cister, em Schlierbach , na Áustria , com mais de 600 anos de história, guarda em seu interior uma queijaria orgânica, um ateliê de vitrais e um café com vista panorâmica.
O local foi fundado pelos cistercienses em 1355, mas foi abandonado durante a Reforma Protestante, por volta de 1556. Originalmente, o lugar era um convento para freiras, mas se tornou um monastério após a reocupação do edifício, em 1620. Cinquenta anos depois, a estrutura passou por uma revitalização em estilo barroco, que foi inaugurada em 1712.
Uma de suas salas é chamada de The Bernardisaal (veja nas fotos da galeria abaixo) – embora não haja imagens de São Bernardo. Pelas paredes, estão vários monarcas da Casa de Habsburgo. Não se sabe o nome do pintor responsável pelas artes nas paredes.
Hoje, as dependências são usadas para vários fins. Além de estar aberto para a visitação, o edifício ainda é utilizado como claustro. Ali há ainda um colégio católico, uma queijaria orgânica e um ateliê de vitrais. Também é possível reservar alguns dos salões para eventos.
No topo do prédio fica um café e restaurante com vista panorâmica do alto do vale do Kremstal. O espaço funciona também como loja que vende os produtos fabricados por ali, como os vitrais e os queijos orgânicos Schlierbacher, assim como doces e quitutes regionais.
Serviço
O monastério fica na cidade que lhe deu o nome, Schlierbach , a duas horas de carro de Viena . As visitas guiadas ao espaço acontecem na temporada de abril até outubro, de terça-feira a sábado, das 10h30 às 14h. Mas os portões da igreja permanecem abertos das 8h30 às 15h, às segundas-feiras, e das 8h30 às 16h30, de terça a sábado. A entrada custa € 11,90 por pessoa.
O café funciona de terça-feira a sábado entre 8h30 e 17h, na temporada de abril a outubro. De novembro a março, o espaço fecha ao meio-dia aos sábados, com horário normal nos demais dias.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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