Turismo
Nova rota de trem conecta Miami e Chicago
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Em 10 de novembro, a companhia ferroviária Amtrak inaugura uma rota de trem temporária nos Estados Unidos . Com saídas diárias, o trajeto chamado de Floridian conectará Chicago e Miami em 47 horas. A viagem terá paradas em Cleveland , Pittsburgh , Washington D.C. , Jacksonville , Orlando e Tampa .
A jornada do meio-oeste até a Flórida levaria em torno de três horas se fosse feita de avião. A viagem de trem, no entanto, polui menos e tem como público-alvo quem quer passar horas dentro de um vagão curtindo as paisagens da janela.
Além disso, a Floridian será lançada para aliviar o tráfego na linha ferroviária Northeast Corridor durante as obras do East River Tunnel, em Nova York , que foi danificado pelo furacão Sandy em 2012.
A Floridian já foi operada pela Amtrak entre 1971 e 1979, mas com paradas diferentes até chegar em Miami , como em Louisville e Kentucky . O trajeto relançado em 2024 é uma combinação da rota Capitol Limited , de Chicago a Washington , com parte da Silver Star , entre Washington e Miami .
Como comprar as passagens?
Diariamente, o trem partirá da Chicago Union Station às 6h40 com previsão de chegada dois dias depois, às 6h09, em Miami . No sentido contrário, os trens partem às 11h05 da Miami Station e chegam dois dias depois, às 8h45, em Illinois .

As passagens estão disponíveis no site da Amtrak e são vendidas em duas categorias. Na classe econômica (a partir de US$ 113), há duas fileiras com duas poltronas reclináveis de cada lado, tomadas e apoio para os pés. Já na primeira classe (a partir de US$ 734), há a opção da cabines-dormitório com banheiro.
O serviço de café da manhã, almoço e jantar chamado de Traditional Dining é exclusividade de quem viaja na primeira classe. Os passageiros da categoria econômica tem acesso à cafeteria com lanches e refeições pagos à parte.
Se os passageiros quiserem descer nas estações intermediárias para depois seguir viagem até o destino final do trem, precisam comprar bilhetes separados para os trechos.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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