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Parque Ibirapuera recebe apresentações de MPB, bossa nova e choro
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O Música no Parque , projeto da Escola de Música do Parque Ibirapuera , segue entregando uma agenda repleta de apresentações musicais gratuitas para os visitantes do espaço. Nos dias 5, 19 e 26 de outubro, no palco da Arena da Marquise do Parque Ibirapuera , os membros da instituição realizarão shows que prometem animar o público com os principais clássicos do MPB, bossa nova e choro. Além disso, o clarinetista estadunidense e premiado internacionalmente, David Krakauer, também marcará presença na programação. Confira o cronograma completo a seguir:
Orquestra Brasileira de Aprendizes da Escola de Música do Parque Ibirapuera
Data: 5 de outubro
Horário: 11h30
Descrição: A Orquestra Brasileira de Aprendizes é uma prática de conjunto pedagógica, da Escola de Música do Parque Ibirapuera, que proporciona aos estudantes uma experiência orquestral. Para a apresentação, a regente Bia Pacheco preparou um repertório que inclui canções de Geraldo Filme, Pixinguinha, Ary Barroso e outros artistas nacionais renomados.
Grupo ‘Você Vai Ver’
Data: 19 de outubro
Horário: 11h30
Descrição: Formado por estudantes da Escola de Música do Parque Ibirapuera e coordenado por Airton Fernandes, o grupo ‘Você Vai Ver’ explora a sofisticação da bossa nova. A apresentação será formada por grandes clássicos deste ritmo, como a canção “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Grupo ‘Minha Gente’ e o clarinetista David Krakauer
Data: 26 de outubro
Horário: 11h30
Descrição: ‘Minha Gente’ é um grupo de choro formado por músicos que integram a Orquestra Furiosa da Escola de Música do Parque Ibirapuera, que atua sob regência de Nailor Proveta. Neste espetáculo, haverá a participação especial do clarinetista estadunidense David Krakauer, que se juntará à banda para apresentar clássicos do choro. Em sua trajetória, David se tornou reconhecido internacionalmente por ter inovado o klezmer moderno, além de ser uma voz importante na música clássica. O artista já foi indicado ao Grammy como solista e foi agraciado na França com o Diapason D’Or, prêmio de álbum do ano na categoria jazz, pelo Preis der Deutschen Schallplattenkritik.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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