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Pico da Tijuca: trilha, vistas e caminho até o topo

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Pico da Tijuca: trilha, vistas e caminho até o topo
Maurício Brum

Pico da Tijuca: trilha, vistas e caminho até o topo

Ponto mais alto da Cidade Maravilhosa, o Pico da Tijuca se destaca como um dos principais destinos para quem curte trilhas no Rio de Janeiro . Localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca (PNT), o caminho até o cume envolve um percurso de cerca de 2,8 km que descortina uma rica diversidade de paisagens, que varia da densa vegetação da Mata Atlântica às vistas panorâmicas da cidade e seus marcos históricos.

Confira, a seguir, dicas de como chegar até o local e os atrativos que esperam por lá.

Como chegar

O parque abre diariamente das 8h às 17h, com acesso gratuito. No entanto, antes de se aventurar na trilha, é recomendável verificar os horários e as condições do trajeto no site oficial do PNT, especialmente em dias de chuva. Outro ponto importante é que o visitante tem até as 14h para iniciar a trilha; após esse horário, o acesso não é mais permitido.

A trilha começa na Praça Afonso Viseu, a 14 km do centro, no Alto da Boa Vista, zona norte do Rio. A entrada fica no setor Floresta do parque, acessível pela Estrada das Furnas para quem sai da Barra da Tijuca e Itanhangá, na zona oeste, ou pela Avenida Edson Passos para quem parte da Tijuca, zona norte. As linhas de ônibus 301, 302 e 345 atendem a região.

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Da praça, o visitante segue pela Estrada da Cascatinha, uma via pavimentada que passa por diferentes áreas do parque. Após cerca de 3 km, chega-se ao Centro de Visitantes, onde começa a trilha a pé, em um percurso de 2,8 km até o topo. Há estacionamento no local.

Halley Pacheco de Oliveira
Escadaria no Pico da Tijuca Halley Pacheco de Oliveira/Wikimedia Commons

Ao longo do caminho, placas de sinalização orientam os visitantes. E, se perder o fôlego no meio do trajeto, existem áreas de descanso espalhadas no local. Para chegar ao cume, é necessário subir os 117 degraus esculpidos na rocha com 120 metros de corrente de ferro como corrimão. Todo o caminho dura aproximadamente 1h30min, dependendo do ritmo.

O topo do Pico da Tijuca fica a 1.022 metros do nível do mar.

Atrativos

Uma das características do trajeto é a constante mudança de paisagem. No início, o caminho atravessa uma área de floresta densa, com árvores de grande porte e uma trilha que se estreita em alguns pontos. À medida que se ganha altitude, é possível ter vislumbres da cidade ao longe. Durante a subida, podem surgir pequenos cursos d’água, especialmente em períodos de chuva, quando a umidade é maior.

Do topo do Pico da Tijuca, a vista panorâmica abrange a Baía de Guanabara, a Ponte Rio-Niterói e, em dias com boa visibilidade, o Pão de Açúcar e o Corcovado, com o Cristo Redentor. Essa visão ampla torna o pico um ponto de observação privilegiadíssimo em uma cidade privilegiada de paisagens.

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Dicas para a caminhada

Antes de iniciar a subida ao Pico da Tijuca, é importante estar preparado. Recomenda-se levar água suficiente para toda a caminhada, uma vez que não há pontos de venda ao longo do caminho. O uso de calçados adequados também é essencial, devido aos trechos mais íngremes e rochosos.

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Além disso, é aconselhável começar a caminhada cedo, principalmente em dias quentes, já que o sol pode tornar a subida mais desgastante. Vale lembrar que, em caso de chuva, a trilha pode ficar escorregadia, o que aumenta o risco de quedas.

Outra dica útil é conferir vídeos na internet de pessoas que já completaram a trilha porque ajudam a visualizar melhor o percurso.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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