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Porto Alegre: Parque da Redenção é programa incontornável na capital
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O Parque Farroupilha, mais conhecido como Parque da Redenção , é uma paisagem tão clássica da capital gaúcha que dá para evocar aqui um pouco de bairrismo: se você visitou a cidade num domingo e não deu uma passada no Brique, definitivamente não conheceu Porto Alegre de verdade.
A parte boa é que a Redenção oferece programas não só aos domingos. Além de uma convidativa área verde distribuída em 37,5 hectares, o local reúne opções para comer, diversão em família e passeios culturais.
Passeios para toda a família
Para aproveitar a Redenção, vale planejar um passeio de bicicleta, um piquenique ou simplesmente se programar para conhecer o espelho d’água, o lago e as áreas verdes do local. Ponto de concentração cultural da cidade, frequentemente há músicos e artistas se apresentando por lá.
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Mas também há outras atrações para visitar no local. O Refúgio do Lago é a mais nova delas: o espaço de lazer foi inaugurado em 2022 e trouxe restaurantes, café e bar para o centro do parque. O complexo gastronômico fica aberto de segunda a quinta-feira, das 10 às 19 horas, estendendo-se até às 22 horas de sexta a domingo. O Mercado Público do Bom Fim também fica na Redenção, beirando a Avenida Osvaldo Aranha, e tem outras opções de lojas de conveniência, lancherias e o tradicional Botânico Buffet Vegetariano .
Visitar um parque é sempre uma boa ideia quando a viagem inclui pequenos turistas – e o Parquinho da Redenção é a atração certa para crianças na capital gaúcha. O parque de diversões funciona de terça a domingo: de terça a sexta-feira, o horário vai das 14 horas às 17h30, e em finais de semana e feriados, o horário vai das 10 às 18 horas.
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O ingresso para entrada no parque custa R$ 11, e há opções de pacotes para famílias e grupos maiores. As crianças (e adultos!) podem brincar de carrinho auto-choque (ou bate-bate), andar numa roda gigante e se divertir no barco pirata. Quadras de esporte também ficam abertas para práticas no parque.
Por questões de segurança, não é recomendado circular pelo parque quando a noite cai, exceto quando o programa é um show no Auditório Araújo Vianna – pegue um táxi e desça na frente. O espaço fica no parque e é palco frequente para apresentações musicais, teatrais e palestras, e vale consultar se há programação durante sua estadia em Porto Alegre.
Para finalizar a noite, o bairro Bom Fim, vizinho da Redenção, concentra uma animada vida boemia com diversos bares e restaurantes.
Roteiros para o final de semana
Aos finais de semana, não faltam ideias de passeios para aproveitar o ambiente de Redenção. Do ladinho do parque, na primeira quadra da rua José Bonifácio, a Feira dos Agricultores Ecologistas ocorre aos sábados, das 7 às 13 horas.
Uma das primeiras feiras agroecológicas da América Latina, o evento de rua oferece opções de frutas, legumes e verduras cultivados localmente. As bancas também vendem pães, sucos e outros alimentos que podem ser consumidos ali mesmo ou levados para casa. Uma feira de artesanato acontece no mesmo local aos sábados.
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Já aos domingos, o Brique da Redenção – um Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul – ocupa a mesma rua com expositores dos mais diversos tipos de artesanato. Os artesãos comercializam obras em crochê, madeira, metal, cerâmica, argila e tecido. Também tem opções de bijuteria, roupas e decorações.
Turistas que desejam levar uma lembrança de Porto Alegre encontram no Brique o destino certo, mas o programa também é um clássico para os gaúchos, especialmente em dias de sol e com um chimarrão na mão.
Parque Farroupilha ou Redenção? Um pouco de história
Toda a área verde que hoje é o parque era alagadiça, por isso, o local era conhecido originalmente como Campos da Várzea. A urbanização definiu as ruas que hoje delimitam a área da Redenção – nome que surgiu no final do século 19, para homenagear a libertação de pessoas escravizadas do terceiro distrito de Porto Alegre.
O início da história do parque data de 1807, quando o governador Paulo José da Silva Gama doou o espaço para concentrar gado. Na década de 1930, um projeto arquitetônico formou a paisagem da Redenção como a conhecemos hoje.
Já o nome Parque Farroupilha foi decretado em 1935, para celebrar o centenário da revolta homônima – na ocasião, uma grande exposição internacional foi realizada no local. Mas, até hoje, essa denominação não pegou entre os moradores, sendo mais comum encontrá-la em mapas e guias turísticos oficiais do que na boca do povo, que segue chamando o parque de “Redenção” mesmo.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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