Turismo
Power bank: por que é proibido despachar carregadores portáteis
Turismo

Na hora de viajar, ninguém gosta de imprevistos, especialmente se dizem respeito à bagagem. Recentemente, uma influencer de viagem foi barrada de um voo por estar com um carregador portátil na bagagem despachada e seu relato viralizou nas redes sociais.
Além de precisar desembarcar do avião, ela ainda teve que recolher a mala de volta na esteira de despacho, retirar o power bank e só pôde embarcar em outro voo horas depois.
Por isso, além da atenção dedicada para as regras da bagagem de mão , também é importante saber quais objetos são proibidos nas malas despachadas. E vale o lembrete: mesmo se as regras não são claras, a decisão final sobre o transporte do item é da empresa aérea ou da Infraero.
Me senti num episódio de Aeroporto: Área Restrita #foryou #viral #aeroporto #TikTokViagem
Continua após a publicidadePor que é proibido despachar power bank?
Desde 2016, é proibido o transporte de baterias de íon lítio (UN 3480) em todo o território nacional, o que inclui baterias recarregáveis como as de celulares, câmeras, computadores etc. Essa restrição não se aplica às baterias embaladas ou instaladas num equipamento (UN3481) – ou seja, ela é válida para o transporte das próprias baterias de forma isolada, o que inclui os power banks.
A proibição segue uma determinação da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), após a realização de testes que apontaram que as aeronaves comerciais não estão equipadas para combater incêndios provocados por essas baterias.
Como transportar baterias?
Outros tipos de baterias não seguem as mesmas regras rígidas. Baterias secas, pilhas alcalinas e de níquel-cádmio (AAA, AA, C, D etc.), baterias de células de gel, de eletrólito absorvido VRLA ou AGM e baterias de níquel-hidreto metálico são permitidas, desde que acondicionadas corretamente e mantidas longe do calor.
Continua após a publicidadeJá baterias de íon lítio até podem ser levadas na cabine , desde que sigam algumas regras e estejam protegidas para evitar curtos. Elas precisam ter no máximo 100 Watt-hora (Wh) de potência e contar com no máximo 2 gramas de lítio. Por outro lado, em contagens maiores (até 8g de lítio), o embarque depende da autorização da companhia aérea – e o transporte continua totalmente proibido, inclusive na bagagem de mão, se elas tiverem mais de 100 Wh e 8g de lítio.
Algumas companhias aéreas possuem regras próprias de restrição, que vão além da normativa comum da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) adotada por todas. Então, após a compra das passagens, é bom consultar a lista fornecida pela empresa aérea escolhida e saber a diferença entre os objetos permitidos em voos nacionais e voos internacionais, que podem ter restrições adicionais.
Também é proibido levar na bagagem despachada…
A lista de proibições vai muito além das baterias portáteis. Alguns itens banidos de forma generalizada incluem:
Continua após a publicidade
- Sólidos e líquidos inflamáveis, incluindo gasolina, líquidos para isqueiros, fósforos, tintas inflamáveis, combustíveis para cozinhar, soluções com mais de 10% de formol, pós metálicos e de ligas metálicas como enxofre, naftaleno etc;
- Termômetro de mercúrio;
- Bebidas alcoólicas contendo mais de 70% de álcool por volume;
- Combustível, recipientes e equipamentos contendo resíduos ou vestígios de combustíveis, motores de combustão interna ou motores de célula de combustível;
- Adesivos inflamáveis tais como super colas, colas industriais e colas de borracha (não são colas de bastão e colas escolares);
- Cilindros, dispositivos ou aerossóis contendo CO2, propano, butano, oxigênio líquido, gases inflamáveis ou não, gás comprimido ou pressurizado, neutralizantes ou incapacitantes como spray de pimenta, lacrimogêneo e repelentes de animais. Cilindros de oxigênio para uso médico não podem ter mais de 5kg e o embarque deve ser verificado pela companhia;
- Objetos inflamáveis ou com potencial inflamável, incluindo archotes, detonadores, magnésio, estopins, dinamite, pólvora e explosivos plásticos;
- Produtos de limpeza e inseticidas, alvejantes, soda cáustica, cloro ou água oxigenada etc.;
- Substâncias tóxicas ou infecciosas,
- Produtos corrosivos, baterias com líquidos derramáveis incluindo mercúrio e baterias de veículos;
- Botijões, cartuchos geradores de fumaça (como sinalizadores) e fogões de acampamento;
- Dispositivos eletrônicos portáteis para fumar alimentados por baterias como, por exemplo, cigarros eletrônicos, charutos eletrônicos, cachimbos eletrônicos, vaporizadores pessoais, sistemas eletrônicos de liberação de nicotina, vape etc.;
- Materiais magnéticos que possam interferir nos equipamentos das aeronaves;
- Réplicas ou imitações de dispositivos explosivos.
A lista completa e atualizada de objetos permitidos ou não no voo, bem como algumas condições específicas de embarque, podem ser conferidas na página da ANAC .
Publicidade
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
-
Cidades6 dias atrásPrefeitura determina retirada de idosos de instituição alvo de ação judicial em Rondonópolis
-
Curiosidades5 dias atrásApós décadas de espera, Sagrada Família recebe ordem de serviço para pavimentação
-
Curiosidades4 dias atrásPrefeitura encaminha projeto à Câmara para garantir entrada gratuita em todas as noites da 52ª Exposul
-
Agronegócio2 dias atrásLocutor Almir Cambra está confirmado na Exposul 2026
-
Cidades3 dias atrásPrefeitura entrega 2,5 mil kits pedagógicos e reforça apoio aos professores da rede municipal
-
Cidades1 dia atrásNo mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção