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Refettorio Gastromotiva tem almoços beneficentes assinados por chefs

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Refettorio Gastromotiva tem almoços beneficentes assinados por chefs
Malu Jansen

Refettorio Gastromotiva tem almoços beneficentes assinados por chefs

O Refettorio Gastromotiva , iniciativa sustentável que atua no centro do Rio de Janeiro desde 2016, passou a promover no final do ano passado refeições abertas ao público com almoço de segunda a sexta-feira. O valor pago pela refeição, com o custo fixo de R$ 45, ajuda a custear os jantares beneficentes oferecidos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O menu é composto por entrada, prato principal, sobremesa e bebida, que mudam diariamente de acordo com a disponibilidade dos insumos para evitar ao máximo o desperdício de alimentos. A cada dia, o cardápio é assinado por um chef diferente, e a agenda de chefs de cada mês fica disponível no perfil do Instagram da instituição .

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Antes, os jantares beneficentes aconteciam uma vez por semana. Com a inauguração do serviço de almoço, agora a instituição tem os recursos necessários para manter as atividades regularmente de segunda a sexta-feira.

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Outro pilar da Gastromotiva é a capacitação profissional. No próprio espaço, que funciona como um restaurante-escola, acontecem cursos gratuitos para capacitar jovens a trabalhar como chefs e cozinheiros. São esses alunos que produzem, inclusive, as refeições no almoço e no jantar, com a ajuda dos chefs que assinam o cardápio e dividem seus conhecimentos.

Já passaram pelo Refettorio Gastromotiva chefs muito celebrados no ramo gastronômico, como Massimo Bottura, da Osteria Francescana , Virgilio Martinez, do Central , e Mitsuharu Tsumura, do Maido .

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Além do almoço, também é possível contribuir para o instituto inscrevendo-se como voluntário de atendimento durante o serviço de jantar e comprando produtos na loja da instituição.

A Gastromotiva possui vários pólos de atuação pelo Brasil e foi fundada há 18 anos. Desde então, mais de duas milhões de pessoas foram impactadas pela iniciativa, seja pelas refeições comunitárias ou pela capacitação profissional.

Serviço

Onde? Rua da Lapa, nº 108, no Rio de Janeiro.

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Quando? O almoço é servido de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 15h.

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Quanto? O preço fixo de R$ 45 inclui entrada, prato principal, sobremesa e uma bebida.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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