Turismo
Saiba quais remédios são proibidos de levar para o exterior
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Entre as preocupações de quem planeja uma viagem internacional estão as passagens, a estadia e o roteiro. No entanto, para uma parte considerável da população, há mais um item que merece atenção: os medicamentos. O hábito de montar uma pequena “farmácia” com remédios para febre, dores, alergias, enjoos, e até mesmo medicamentos controlados, tornou-se um hábito de quem pretende viajar e teme não encontrar no exterior os fármacos que costuma utilizar em casa.
Para começar, é importante destacar que não existe uma lista única e padronizada de medicamentos proibidos em todos os países, pois as regras variam de um lugar para outro. O ideal é que, antes de viajar, seja feita uma consulta ao site do consulado ou da embaixada de cada destino para se informar sobre as especificações de proibição e liberação de medicamentos adotadas em cada território.
Essa proibição existe por uma série de razões, que geralmente estão relacionadas à segurança, eficácia e potencial de abuso das substâncias presentes nos remédios. O que pode ser considerado seguro e aceitável em um país, pode não atender aos critérios de outro. A forma como eles são apresentados difere em cada nação, assim como sua composição química, que no Brasil é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) .
A seguir, você confere a lista de alguns medicamentos que são vetados em determinados lugares:
1. Dipirona
Muito comum entre os brasileiros, a dipirona serve para controlar a dor e a febre, mas é proibida em vários países por apresentar riscos de agranulocitose, um tipo de problema associado a um perfil genético mais comum em habitantes do Hemisfério Norte. Entre eles estão os Estados Unidos , o Reino Unido , a Suécia e o Japão . Assim como a nimesulida, outro analgésico bastante comum, é proibida na Alemanha .
2. Pseudoefedrina e lisdexanfetamina
Voltando ao Japão, medicamentos de venda livre que contêm pseudoefedrina são categorizados como substâncias ilegais. Assim como a lisdexanfetamina, utilizada no tratamento de TDAH, está entre os medicamentos altamente controlados e requer permissão oficial para ser levada ao país.
3. Metilfenidato (Ritalina) e Diazepam (Valium)
De acordo com informações da Embaixada dos Emirados Árabes , a Ritalina e o Diazepam são classificados como medicamentos controlados, sendo necessária autorização prévia e documentação detalhada para sua importação ao país.
4. Rivotril (Clonazepam)
Medicamentos benzodiazepínicos são rigorosamente regulados no Japão e muitos deles são completamente proibidos de serem levados ao país. Acesse aqui para verificar a dosagem permitida de cada psicotrópico no Japão.
5. Tramal (Cloridrato de Tramadol)
O tramal é proibido no Egito , exceto em situações muito específicas e com permissão prévia devido ao risco de abuso.
Fique de olho nas atualizações de banimentos
Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) é responsável por aprovar e regular medicamentos no país e atualiza suas listas constantemente. Entre os proibidos estão: o antialérgico Difenidramina (Benadryl); a Fenilpropanolamina, usada para perda de peso; e analgésicos com codeína, como Tylex e Codex.
Os medicamentos abortivos como a mifepristona, Yohimbe (ioimbina), aminofenazona, amidopirina, aminopirina, dipirona, metamizol e amigdalina/laetrila, são proibidos pelo governo australiano .
Já em território russo , alguns remédios controlados, como Ritalina e Mytedon, são proibidos.
O que fazer se eu precisar levar um medicamento para o exterior?
Via de regra, é fundamental ter sempre com você a receita médica e, de preferência, levar o remédio dentro de sua embalagem original – que contém informações sobre a dosagem e posologia que podem ser conferidas juntamente com a receita, além de dar uma garantia a mais de que não se trata de algum outro tipo de droga sem procedência conhecida. A recomendação é redobrada em casos nos quais também é preciso levar algum aplicador, como agulhas ou inaladores.
Mesmo com essas dicas gerais, é sempre bom conferir as regras individuais de cada país antes da viagem – pode ser necessário, por exemplo, traduzir a documentação que comprova a necessidade do uso. Além disso, em alguns casos mesmo a receita não basta, dependendo da legislação do país e o tipo de remédio. Nessas situações, o embarque pode até não ser permitido sem que o medicamento seja descartado antes.
Uma dica: a European Medicines Agency mantém listas atualizadas dos medicamentos autorizados a entrar e circular no território europeu. Para mais informações, você também pode consultar o guia sobre viagens com medicamentos , criado pela International Association for Medical Assistance to Travellers (IAMAT).
O International Narcotics Control Board (INCB) — um dos órgãos da ONU responsável por fiscalizar a implementação das convenções internacionais sobre drogas — também mantém informações atualizadas em seu site sobre os regulamentos que cada nação estabelece aos turistas que precisam transportar medicamentos durante suas viagens.
E por último, mas não menos importante, é a recomendação de nunca, jamais, em hipótese colocar medicamentos na bagagem que for despachada – uma mala extraviada pode significar um caos ainda maior.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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