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Chuvas começam a se regularizar no Brasil, diz Inmet
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Nos próximos dias, várias regiões do Brasil, incluindo estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Pará, devem receber chuvas, embora de forma irregular, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O Brasil central tem previsão até de temporais em cidades como Cuiabá, Brasília e Anápolis, acompanhados de ventos fortes e trovoadas.
As chuvas seguem concentradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e partes de Mato Grosso do Sul, embora ainda de forma irregular nas regiões centrais e principais áreas produtoras de grãos. Essa variabilidade climática representa um grande desafio para os agricultores, que precisam estar atentos às mudanças e adaptar suas práticas para garantir a produtividade das lavouras.
No Norte e Nordeste, as chuvas começam a ganhar força, especialmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), trazendo esperanças de regularidade a partir desta segunda quinzena de outubro, essencial para o desenvolvimento das safras agrícolas. Entre as áreas com maior expectativa de chuva estão o Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rondônia e Pará.
Regiões como o sul, norte, leste, noroeste e centro de Goiás, além do nordeste e centro-sul de Mato Grosso, também que enfrentaram seca têm previsões de chuvas. O leste, centro-norte e pantanais de Mato Grosso do Sul, assim como São José do Rio Preto, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Ribeirão Preto e Araçatuba, também devem se preparar para chuvas intensas, segundo os meteorologistas.
No norte de Mato Grosso do Sul, cidades do centro e sul do Pará e na costa leste do Nordeste, a previsão é de chuvas, porém com menor intensidade. O oeste do Nordeste, incluindo centro e sul do Maranhão até o oeste da Bahia, também deve se preparar para chuvas.
Fonte: Pensar Agro
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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.