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Embrapa orienta produtores após gado morrer de frio

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A Embrapa Gado de Corte, sediada em Campo Grande (MS), divulgou um memorando com orientações cruciais para os pecuaristas de bovinos de corte no estado, visando minimizar os impactos causados pelo recente frio intenso.

VEJA VÍDEO E MATÉRIA COMPLETA: A medida surge após o fim do outono ter deixado um saldo devastador de 2.700 bovinos mortos e prejuízos estimados em R$ 10 milhões.

O documento da Embrapa propõe um plano detalhado para enfrentar as adversidades climáticas, dividindo as recomendações em três fases: pré-evento, durante o evento e pós-evento.

Para a fase pré-evento, o memorando sugere a preparação antecipada das pastagens, incluindo a vedação de áreas para uso durante a seca e o frio. Recomenda-se também a desmama precoce de bezerros e a produção de alimentos conservados, como silagens e feno, para garantir a nutrição adequada dos animais durante o inverno.

Durante o evento, a orientação é buscar proteção contra os ventos frios, utilizando áreas florestadas ou barreiras naturais, e evitar a exposição direta dos animais a correntes de ar frio. Os pecuaristas devem também monitorar os movimentos dos animais e assegurar que eles tenham acesso a áreas de abrigo.

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Após o evento, é essencial focar na recuperação dos rebanhos, oferecendo alimentos armazenados e suplementares para compensar o impacto das condições adversas nas pastagens. Em situações extremas, a recomendação é considerar a retirada dos animais da propriedade para evitar perdas maiores, seja por meio de vendas ou parcerias.

O documento destaca a importância de manter os cuidados preventivos com a saúde animal, incluindo tratamentos contra parasitas e vacinação, e sugere a criação de áreas de vegetação para proteção futura. A Embrapa reforça que a preparação e as estratégias de manejo são fundamentais para proteger a saúde dos bovinos e minimizar os danos econômicos causados pelo frio severo.

Fonte: Pensar Agro

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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

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Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

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Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

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O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

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