Search
Close this search box.

Agronegócio

Plantio da safra de soja avança enquanto preços recuam no mercado brasileiro

Publicados

Agronegócio

O plantio da safra de soja 2024/25 avançou para 36,1% da área total prevista até o dia 25 de outubro, ainda que um pouco abaixo do ritmo observado no ano passado, quando atingia 37,1% nesse mesmo período. Apesar desse leve atraso, o índice atual supera a média dos últimos cinco anos, de 33,3%. Esse ritmo de plantio, no entanto, ocorre em um cenário de pressão sobre os preços da soja, que registraram queda nas principais praças do país.

No a saca de soja teve recuo em cidades como Passo Fundo, onde passou de R$ 136 para R$ 134, e na região das Missões (RS), onde foi de R$ 135 para R$ 133. Nos portos, a cotação também caiu: no Porto de Rio Grande, de R$ 144 para R$ 142, e no Porto de Paranaguá, de R$ 145 para R$ 144. Em outras localidades, os preços permaneceram estáveis, como em Rondonópolis (MT), que fechou em R$ 149, e Dourados (MS), a R$ 140.

Leia Também:  Seca e doença podem afetar a produção de feijão e o abastecimento

O recuo nos preços domésticos reflete o movimento de baixa nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago, onde o grão e o óleo de soja sofreram desvalorização devido à queda do petróleo e ao progresso da colheita nos Estados Unidos. Na última sessão, o contrato de novembro caiu 1,39%, encerrando em US$ 9,74 por bushel, enquanto a posição de janeiro/25 fechou com recuo de 1,15%, a US$ 9,86 por bushel. Com o mercado internacional em cenário baixista, a expectativa é que o comportamento do dólar e as condições de oferta sigam influenciando as cotações da soja no Brasil.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

Publicados

em

Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

Leia Também:  Produção de carne de frango deve chegar 2024 com 15 milhões de toneladas

Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

Leia Também:  Ferrugem asiática preocupa produtores pelo potencial de causar grandes perdas

O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA