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Tratoraço do “Movimento SOS Agro RS” vai a Brasília nesta terça

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O Movimento SOS Agro RS expressou sua profunda insatisfação com a medida provisória recentemente apresentada pelo Governo Federal, que, segundo os produtores rurais, não atende às necessidades do setor. Em uma carta dirigida à população, o movimento ressaltou os desafios que o estado tem enfrentado, especialmente após as enchentes devastadoras de maio deste ano.

O Rio Grande do Sul já vinha lidando com problemas climáticos severos nas últimas safras, que prejudicaram gravemente lavouras e pastagens. “Estamos enfrentando três anos consecutivos de adversidades climáticas, que devastaram nossas colheitas e tornaram a agricultura e a pecuária insustentáveis”, destacou o movimento em sua nota oficial.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), também se manifestou sobre a situação. “O campo está clamando por políticas mais eficazes e sustentáveis. As medidas propostas até agora não contemplam as realidades enfrentadas pelos produtores, especialmente em um cenário de crise climática prolongada”, afirmou Rezende.

Ele também reforçou a necessidade de maior diálogo com o governo. “Não podemos continuar sendo ignorados em um momento tão crítico. O que estamos pedindo não são favores, mas sim políticas que garantam a sobrevivência de quem alimenta o país. Precisamos de ações concretas que levem em conta as dificuldades do campo, especialmente em tempos de crise climática”, enfatizou Rezende.

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Nesta terça-feira (13.08), os organizadores do SOS Agro RS seguirão para Brasília, onde entregarão a carta à Superintendência do Ministério da Agricultura. No Rio Grande do Sul, os produtores rurais continuarão a se mobilizar com manifestações de tratores, na esperança de que novas e mais adequadas medidas sejam implementadas para garantir a sobrevivência do setor.

Fonte: Pensar Agro

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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

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Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

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Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

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O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

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