Uma vida marcada pela superação e amor à família
Despedida de uma pioneira: Terezinha Costa deixa um legado de amor, coragem e união
Cidades
Rondonópolis se despede neste fim de semana de uma de suas pioneiras mais queridas. Terezinha da Conceição Vilela Costa, de 81 anos, faleceu na tarde deste sábado (26/07), no Hospital Dr. Mário Perrone (Unimed), deixando um legado de força, fé e amor que marcou todos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
Casada há mais de 40 anos com o empresário Aureo Candido Costa – um dos nomes mais conhecidos da história da cidade –, Terezinha enfrentou com dignidade e coragem os problemas de saúde dos últimos anos. “Ela fazia com que estivéssemos unidos. Toda a vida ela nos fez sentir como se fôssemos seis filhos. O lindo é que minha mãe tinha garra e vontade de viver, mesmo após os problemas de saúde”, disse a filha mais velha, Maria Cristina, emocionada.
Uma vida marcada pela superação e amor à família
Nascida em 21 de março de 1944, em Guiratinga, Terezinha era filha de fazendeiros e cresceu no campo, junto com seus oito irmãos. Aos 17 anos, casou-se com o médico Antônio Pires Sobrinho, com quem teve três filhos: Maria Cristina, Júlio César e Cláudia Regina. Em 1961, mudou-se para Rondonópolis, onde construiu sua vida.
Após a perda precoce do primeiro marido em 1977, Terezinha se reencontrou com o amor em 1981, quando se casou com Aureo Candido Costa. A união dos dois também juntou as famílias: Aureo já era pai de três filhos – Aureo Júnior, Mauro e Maria Cristina – e, juntos, criaram todos como uma só família, que hoje soma 15 netos e 11 bisnetos.
A vida profissional de Terezinha também foi marcada por dedicação. Por 37 anos, esteve presente no dia a dia do Cartório do 4º Ofício, como tabeliã substituta, sendo reconhecida por todos que ali passavam pela simpatia e compromisso.
Uma mulher que unia todos à sua volta
“A Terezinha era o esteio da nossa família. Uma mulher de uma garra enorme, que sempre nos manteve unidos. Eu só tenho gratidão pelo amor e cuidado que ela dedicou a mim e aos meus filhos”, destacou Aureo Costa, emocionado com a partida da companheira de tantos anos.
Velório e Sepultamento
O velório de Terezinha Costa acontece a partir das 19h deste sábado (26), no Cemitério da Vila Aurora. O sepultamento será realizado às 10h deste domingo (27), no mesmo local.
Em um momento de profunda dor, familiares e amigos se reúnem não apenas para se despedir, mas também para celebrar a vida de uma mulher que deixou uma marca indelével em todos os que tiveram a honra de conhecê-la.
Cidades
Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.