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Eleições 2022: PSB ganha “musculatura” em Rondonópolis

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PSB ganha “musculatura” com centenas de filiações em mega ato político em Rondonópolis

Em evento com mais de duas mil pessoas, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira assistiu uma demonstração de força política e popular do novo grupo que chegou à legenda

Da Assessoria

Imagem da assessoria

O maior centro de eventos região sul de Mato Grosso, em Rondonópolis (240 km de Cuiabá) ficou pequeno para acolher milhares de pessoas que participaram do Ato de Filiação ao PSB realizado na noite de quinta-feira, 16.  No evento, que foi organizado e capitaneado pelo prefeito de Rondonópolis e pela primeira dama dona Neuma Morais, a legenda socialista recebeu o reforço de centenas de novos militantes e ganhou musculatura extra para as eleições de 02 de outubro.

Com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Siqueira e do presidente regional da legenda, deputado estadual Max Russi, o ato político reuniu as principais lideranças do PSB em Mato Grosso.

No campo do apoio popular, o ato teve ainda a participação de caravanas e representantes de indígenas das etnias Bororo e Xavante, do MST, MTA, do MTST, associações de pequenos produtores familiares, assentados e acampados, movimentos estudantil e comunitário, associações e sindicatos de trabalhadores.

Cerca de 10 prefeitos da região sul, centro leste e leste do estado prestigiaram o evento. Também foram anotadas as presenças dos vereadores de Sorriso, Maurício Gomes,  Adriana Márcia dos Santos, de Castanheira e Wellington Marques, de Barra do Garças, ex-prefeito de Cáceres, Túlio Fontes,  pré-candidatos à deputado estadual. Bem como do deputado estadual Sargento Joelson, de Cuiabá, que irá disputar a reeleição.  Representando Rondonópolis na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa, os vereadores Roni Magnani e Marildes Ferreira também compuseram o rol de lideranças e pré-candidatos no ato público.

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As participações no evento de dona Neuma de Morais, ex-secretária de Promoção e Assistência Social, da professora aposentada e ex-senadora Serys Marli, que disputarão vagas na Câmara Federal, e da médica  Natasha Slhessarenko, pré-candidata ao Senado da República, deixaram evidente que a força feminina será fundamental no desempenho eleitoral que o PSB mato-grossense busca consolidar no pleito deste ano.

Em seu discurso, dona Neuma de Morais lembrou a gravidade do momento político que o país atravessa com o desmonte das políticas públicas de amparo à população carente, dos direitos dos trabalhadores, a crise econômica gerada pelas medidas neoliberais do governo de Jair Bolsonaro que vem aprofundando a pobreza, o desemprego, a desvalorização dos salários, estagnação e precarização dos empregos, gerando descontrole da inflação, provocando aumento da fome e da violência.

“Mato Grosso precisa ter na Câmara Federal uma voz que não defenda tão somente os ricos e o agronegócio, mas sim, a melhoria de vida dos mais pobres, os mais necessitados”, afirmou ao explicar porque decidiu colocar seu nome como pré-candidata à deputada federal depois de 40 anos atuando apenas nos bastidores da política ao lado do marido e no sindicato ao qual é filiada como professora da rede pública de educação, o Sintep.

A meta eleitoral do PSB, segundo Max Russi, é assegurar duas cadeiras na Câmara Federal e a vaga no Senado. “Temos chapa forte e completa para o Congresso Nacional e as pesquisas indicam amplas chances de alcançarmos nossos objetivos. Este evento consolida nossas expectativas e demonstra que o PSB de Mato Grosso está preparado para as urnas e para ampliar seu espaço entre os grandes partidos”, frisou o parlamentar em seu discurso.

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O prefeito de Rondonópolis, por sua vez, destacou que sua entrada para o PSB é fruto da consciência de que o Brasil precisa retomar o trilho do desenvolvimento inclusivo com um governo que seja, de fato, comprometido com as causas dos trabalhadores, da população carente, que tenha a vida das pessoas como prioridade. “O PSB é um partido de esquerda sério, comprometido com a democracia, com os direitos dos trabalhadores, com o desenvolvimento do país com justiça e igualdade social. Por isso nosso grupo está aqui em peso para somar como o partido”, discursou.

Para Zé do Pátio, os resultados positivos da sua gestão à frente da prefeitura rodonopolitana poderiam ser ainda maiores e melhores caso o país tivesse na presidência alguém estivesse preocupado com as necessidades básicas do povo, em fazer política para melhorar a qualidade de vida dos mais necessitados. “O presidente Bolsonaro não está preocupado em gerar empregos e renda, cuidar da saúde, da educação, da habitação, do saneamento, da urbanização, do transporte, da segurança pública. Ele não gosta do povo. Gosta é de motociatas, passear de jetsky e lancha, curtir praias e viagens, distribuir fakenews e fazer lives para alimentar o ódio e a violência contra quem não comunga das suas ideias irresponsáveis. Isso precisa mudar e o PSB, com Alckmin e Lula, a partir do ano que vem, vai colocar o Brasil no rumo novamente”, frisou o prefeito.

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Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público

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Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público

A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.

O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.

Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.

Artistas querem mais participação nas políticas culturais

Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.

Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.

A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.

Comissão vai representar os diferentes estilos musicais

Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.

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A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.

Os escolhidos foram:

  • MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
  • Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
  • Pagode: Fernando e Balancê
  • Rock: Juarez e Mel Mathnes
  • Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
  • Forró: Anderson & Gabriel
  • DJ: Cristóvão
  • Pop Rock: Cleiton
  • Músicos: Bundinha

A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.

Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.

Lei Juca Lemos e proposta dos 30%

Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.

Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.

Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.

Lei do Silêncio

A Lei do Silêncio também entrou na pauta.

Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.

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A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.

A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.

Uma cidade com potencial para a música

Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.

Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.

Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.

São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.

Organização para buscar resultados

A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.

Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.

A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.

Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.

A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.

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