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Lideranças progressistas reforçam unidade do grupo e atenção a projeto político robusto para Rondonópolis
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foto assesoria
Neste domingo (21), as principais lideranças progressistas de Rondonópolis se reuniram em um evento denominado “Dia do Campo”, que foi realizado na Fazenda Farroupilha, no município de Pedra Preta. Onde na primeira parte da programação, os participantes fizeram uma visita pelas instalações de beneficiamento, armazenagem, laboratório e em uma biofábrica, na sequência uma reunião tratou do alinhamento político e de projetos visando as eleições municipais deste ano.
O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária e pré-candidato a prefeito de Rondonópolis pelo Partidos dos Trabalhadores (PT), Carlos Augustin, o Teti, definiu o tom da reunião com o pedido de alinhamento e união de todos que compõem o grupo. “Unidos nós vamos vencer, desunidos não teremos sucesso, e a reunião de hoje mostrou a maturidade das forças progressistas de Rondonópolis para não escolher o fracasso. E temos a nosso favor, o governo Lula que tem já grandes feitos realizados e muito mais por fazer ainda”, pontuou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que prestigiou a reunião, confidenciou detalhes de uma conversa com o presidente Lula, que queria saber detalhes sobre as eleições municipais em Rondonópolis. “Após falarmos sobre Cuiabá e Várzea Grande, por alguns minutos focamos em Rondonópolis, o presidente me pediu o cenário atual e disse que temos três pré-candidaturas aqui postas, e ele com a visão política espetacular me perguntou de duas pessoas, se o prefeito Zé Carlos do Pátio estava apoiando esta construção e também perguntou do (Percival) Muniz, se ele também está apoiando. E por fim ele me pediu para ajudar nesta interlocução, e se caminharmos nesta unidade de fato e nos desapegarmos das divergências nós vamos ganhar as eleições em Rondonópolis”, destacou.
A participação na reunião de expoentes da política rondonopolitana foi destacada pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller. “Quero aqui parabenizar o Teti por este gesto de trazer para o debate o ex-prefeito Percival Muniz, que é uma cabeça pensante extraordinária, juntamente com o prefeito Zé do Pátio que tem uma força política gigante dentro de Ro

“Dia do Campo”, que foi realizado na Fazenda Farroupilha, no município de Pedra Preta.
ndonópolis. E o caminho para as cidades-pólo é que temos que estar desprovidos de vaidades, e ter força de vontade para trabalhar e isso não nos falta”, disse.
O prefeito José Carlos do Pátio (PSB) aproveitou o momento para destacar os avanços realizados em várias frentes no município e pediu mais ajuda do governo federal. “ Nós estamos muito bem colocados e a cidade está bem estruturada, com a gestão deixando ela redonda e temos três bons candidatos abrindo para o debate com uma frente de 11 partidos e temos que fazer o candidato. E o que temos que fazer é todos trabalharem e ajudarem os nossos pré-candidatos indo para base e abrir o debate com a sociedade, e quero dizer que Rondonópolis é uma das resistências em Mato Grosso, e portanto, há uma necessidade de nos ajudar e nos apoiar com mais recursos federais”, finalizou.
No evento também estiveram presentes o ex-prefeito Percival Muniz (MDB), o ex-prefeito e ex-governador Rogério Sales (PSDB), os deputados estaduais Nininho (PSD) e Valdir Barranco (PT), a diretora-executiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Rosa Neide, a primeira-dama, Neuma de Morais, o assessor especial de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Valtenir Pereira, o diretor presidente do Sanear Paulo José, o vice-prefeito Aylon Arruda, os vereadores Júnior Mendonça (PT), Reginaldo Santos (SD) e Batista (SD), além de representantes dos partidos PV e PCdoB, militantes partidários e pré-candidato a vereador.
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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.