Cuiabá
Alunos da EMEB Francisco Pedroso da Silva abrem as atividades do projeto ‘Eu Candeeiro’
Cuiabá
Lançado na manhã desta quarta-feira (24), o projeto ‘Eu Candeeiro’ promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, tem como principal objetivo a promoção de atividades culturais e de lazer, aproximando a população do Centro Histórico. Os alunos do quarto ano da Escola Municipal de Educação Básica – EMEB Francisco Pedroso da Silva, localizada no bairro São Francisco, na capital, foram os primeiros a participar da atividade. Alguns tiveram a oportunidade, pela primeira vez, de passear pelo centro de Cuiabá, pois, por morarem em bairros mais distantes da região central, o acesso é um pouco mais difícil.
A professora regente Núbia Rafaeli disse que, sempre que surge uma programação extracurricular, os alunos ficam ansiosos e cheios de expectativas. Além de ser um evento cultural, é a oportunidade que as crianças têm de conhecer um pouco da história da cidade em que vivem. “Por morarem em bairros bem distantes da região central, muitos nunca vieram passear por aqui. Então, esse projeto é de extrema importância, pois, além de promover uma atividade diferente, de forma gratuita, eles estão aprendendo sobre suas raízes”, declarou a professora.
As irmãs gêmeas, Ana Júlia e Ana Flávia, 9 anos, estavam super animadas. “Sou nascida e criada em Cuiabá e conheço pouco da minha cidade. Saber de onde tudo começou, os primeiros moradores da capital, é muito legal”, contou Ana Júlia.
Os estudantes percorreram os principais pontos do Centro Histórico, como a rua de cima, denominada como Pedro Celestino, a rua do meio, que é o calçadão da Ricardo Franco, e a rua de baixo, o calçadão da Galdino Pimentel. “Esse é um dos objetivos dos projetos. Queremos mostrar para as nossas crianças que o calçadão e seus casarões contam boa parte da nossa história. Queremos fazer esse resgate e trazer a população mais perto do nosso Centro Histórico, reintroduzindo programações no Beco do Candeeiro, que foi restaurado e reformado pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro em maio de 2021”, disse o secretário interino de Cultura, Esporte e Lazer, Justino.
Além desse passeio com estudantes da Rede Pública de Ensino, o projeto ‘Eu Candeeiro’ terá programação todas as quintas, sextas e sábados, sempre a partir das 18h, na Praça Alberto Novis, próxima ao Beco do Candeeiro. Haverá uma variedade de atividades, incluindo comida de rua, bazar, feirinha artesanal e manifestações artísticas.
Através do projeto ‘Eu Candeeiro’, a população será convidada a desfrutar de um dos espaços mais tradicionais de Cuiabá ao longo de quatro meses, proporcionando ao cidadão alternativas de cultura e lazer.
Confira a programação:
Quinta-feira (25): ‘Comidas de Rua’ – Música ao vivo com o Grupo Camerata, 18h.
Sexta-feira (26): ‘Som do Candeeiro’ – Música ao vivo com a cantora Bel Priori & banda, 18h.
Sábado (27): ‘Beco da Alegria’ – Música ao vivo com Berê & Banda, 19h.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.