Cuiabá
Após incêndio, prefeito presta solidariedade aos trabalhadores do Shopping Popular e anuncia elaboração de plano de recuperação para auxiliar mais de 600 famílias
Cuiabá
Após a notícia sobre o incêndio no Shopping Popular na madrugada desta segunda-feira (15), o prefeito Emanuel Pinheiro foi ao local com o presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão. Pinheiro está consternado com a situação e prestou solidariedade aos comerciantes e às famílias. Além disso, já convocou para as 15h, no Palácio Alencastro, uma reunião emergencial com sua equipe para planejar as medidas a serem tomadas para minimizar os prejuízos dessas famílias e a reconstrução do local. São mais de 600 famílias atuando, perfazendo mais de três mil pessoas.
“O dia é muito triste. Teremos uma semana extremamente triste por essa tragédia que afetou o Shopping Popular e a vida de mais de 600 associados que, com dignidade, sustentavam suas famílias, movimentavam a economia cuiabana e davam alma, davam vida a Cuiabá, uma cidade boa, que sempre teve um bom ambiente de negócios. Então, graças a Deus, não houve nenhuma vítima, mas o prejuízo é muito grande, é incomensurável e afeta a vida de centenas de milhares de pessoas. Então, imediatamente vim aqui para o local para me solidarizar aos associados, aos seus familiares, através do presidente Misael Galvão e dar um abraço solidário do prefeito da capital a todos eles e dizer para eles o seguinte: que eles podem contar com a Prefeitura. Já convoquei a minha equipe para hoje à tarde ainda, começar a discussão de um plano emergencial de recuperação, de reconstrução do Shopping Popular e de reconstrução da vida dessas mais de 600 famílias que dependiam diretamente do trabalho no Shopping Popular. Então, vamos tomar todas as medidas, convocar não só a nossa equipe, como a sociedade civil organizada, as autoridades e fazer uma força-tarefa para a reconstrução. Nesse primeiro momento, a palavra é solidariedade. Solidariedade em meu nome, da minha esposa, a primeira-dama, Márcia Pinheiro, de toda minha família e já anunciar essas ideias preliminares de como podemos, do que pretendemos fazer para a reconstrução do Shopping, mas principalmente para a reconstrução da vida”, disse o prefeito. Algumas ideias elencadas incluem usar o espaço do Shopping Orla, que também deverá ser ampliado, mas ainda não há definição sobre o novo espaço.
O presidente da Associação, Misael Galvão, lamentou imensamente a tragédia ocorrida e falou sobre a sua preocupação com a quantidade de pessoas afetadas. “São mais de 3 mil empregos prejudicados e mais de 600 famílias que perderam tudo. Ontem, trabalhei até às 17 horas e fui para casa sem suspeitar de nada. Às 3 horas da manhã fui surpreendido com a notícia do incêndio. Acompanhei tudo desde o início, vendo o fogo destruir nossas mercadorias e instalações. Estamos buscando apoio do Poder Público. O prefeito, o vice-governador, deputados, além de outros parlamentares, estão aqui prestando apoio. Também estamos em contato com o governo federal, o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público para buscar suporte. O Shopping Popular foi criado para gerar emprego e renda, e, com a ajuda de Deus e da sociedade, recomeçaremos. Precisamos do apoio da sociedade, pois aqui trabalham 600 famílias que agora estão sem mercadorias e sem chão, mas com esperança e fé. Estamos contando com muita força de Deus para recomeçar. O Shopping Popular tem toda a documentação em ordem, incluindo o Alvará do Corpo de Bombeiros. Infelizmente, não conseguimos fazer seguro para a estrutura das 600 lojas, pois nenhuma seguradora aceitou. Apesar das dificuldades, não me arrependo de nada. Se uma seguradora tivesse aceitado, teríamos feito o seguro”, disse.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.