Cuiabá
Aquece Cuiabá destina 200 cobertores à população da região do Sucuri
Cuiabá
Mais de 200 unidades de cobertores foram entregues à população do distrito do Sucuri e Residencial Sucuri, nesta quarta-feira (10), durante a blitz da campanha Aquece Cuiabá, coordenada pelo Núcleo de Apoio à Primeira-dama e profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.
A campanha, realizada desde 2017, já entregou mais de 70 mil cobertores para a população em vulnerabilidade social, seja por meio de entidades sociais, líderes comunitários ou grupos organizados apontados pela Casa de Conselhos.
“O núcleo da primeira-dama recebe solicitações de presidentes de bairros, grupos organizados e instituições sociais pedindo cobertores para as comunidades. São pessoas que, nessa época de frio, não têm condições de comprar um agasalho e buscam ajuda na campanha”, frisou Débora Ramos, coordenadora do núcleo.
A região do Sucuri possui mais de 6 mil residentes e, somente no Residencial Sucuri, são mais de 1 mil pessoas. Segundo o presidente da Associação de Moradores do Residencial Sucuri, Kelly de Souza, os cobertores chegam para suprir a necessidade de muitos moradores.
“Nós temos muitas pessoas carentes que estão precisando desse cobertor. A frente fria chega de repente e elas não têm como se proteger. Vai ajudar bastante. São muitas famílias necessitadas que não possuem sequer um agasalho”, disse.
Nos últimos dias, quando foram registradas quedas na temperatura, cerca de 700 cobertores foram distribuídos também à população de rua.
Esta ação ocorre todas as noites durante frentes frias, devido às condições das ruas que inviabilizam o armazenamento e o cuidado com os cobertores, tornando-os praticamente descartáveis.
Ao todo, somente este ano foram entregues mais de 1,5 mil unidades de cobertores da campanha Aquece Cuiabá, distribuídos pela Prefeitura de Cuiabá para fins sociais.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.