Cuiabá
Câmara recebe projeto que associa arte com enfrentamento à violência contra a mulher
Cuiabá
A Câmara de Cuiabá sediou na manhã de quarta-feira (05.06) a abertura do projeto “Primeiro as Damas”, de iniciativa da Associação Piano Gente com a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). A pauta do evento foi abordar o enfrentamento e o combate à violência contra a mulher com palestras, rodas de conversas e apresentações culturais.
Lançado no dia 24 de maio na ala de acolhimento da Defensoria Pública de Mato Grosso, o projeto pretende levar o debate por políticas públicas aos bairros de Cuiabá e Várzea Grande por meio de 8 encontros. Para o presidente da Associação Piano Gente, Dario Scherner, a Câmara de Cuiabá é um dos locais chave para levar a mensagem, pois é o palco da fiscalização, regulação, administração e a conduta do município no tocante aos interesses coletivos e estabelece as normas para uma sociedade cada vez mais justa e fraterna.
“O Primeiro as Damas é um projeto que nasce dentro do nosso coração, sendo pai, irmão, filho e esposo. A música e a cultura permeiam em todos os setores da sociedade, assim como os agressores e as vítimas também estão em todos os setores. Temos que sair um pouco da toca e levar, além de música e entretenimento,  uma mensagem para que a gente possa discutir as políticas públicas, nada melhor do que estarmos aqui e podemos reverberar a nossa mensagem de forma lúdica de um tema tão pesado”, disse Dario, que agradeceu o apoio da Mesa Diretora da Câmara.
Além dos debates sobre a violência contra a mulher, o projeto também teve apresentação de piano, saxofone e a performance da bailarina Natália Galvão. Ela disse que se sentiu honrada em fazer parte do projeto.
“É uma honra, um prazer estar aqui hoje, ainda mais com uma pauta tão importante como essa e também por trazer a minha dança, a minha arte juntamente com o piano e uma palestra essencial para todas as mulheres e homens”, disse Natália.
Titular da Delegacia da Mulher em Cuiabá, Judá Marcondes, comentou que o projeto é belíssimo que envolve a arte com a reflexão sobre a tema de violência contra a mulher. Ela, assim como todas as demais instituições, compõem a Rede de Enfrentamento de Violência contra a Mulher e algumas instituições privadas prestigiaram o evento.
“Precisamos refletir sobre nossas relações e buscar soluções e mecanismos para enfrentar a violência. Ao menor sinal de violência, procure a polícia, denuncie, registre a ocorrência e solicite medidas protetivas. Isso não é revanchismo, é um ato de proteção. E à sociedade, devemos refletir sobre como estamos nos relacionando. Precisamos garantir que gêneros masculino e feminino possam se expressar de forma igual, pois a desigualdade propicia a violência e o feminicídio”, concluiu.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.