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Centro de Reabilitação do Planalto será desativado e pacientes realocados

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá vai desativar o atendimento do Centro Especializado de Reabilitação (CER II) do bairro Planalto, responsável pelo atendimento de idosos e crianças que necessitam de tratamentos fisioterapêuticos.

Por conta do efeito das fortes chuvas registradas nos últimos dias, uma parte do teto de gesso desabou na madrugada desta terça-feira (14), impossibilitando o atendimento pelos profissionais da saúde.

Na tarde do mesmo dia, o prefeito Abilio Brunini e a Secretaria Municipal de Saúde, dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, compareceram ao local e dialogaram com os servidores públicos.

O prefeito determinou que a equipe técnica da saúde avalie quais medidas emergenciais poderão ser adotadas para não prejudicar pacientes.

“Um levantamento será feito para verificar quais unidades de saúde poderão atender idosos e crianças que necessitam dos serviços de saúde. Nossas medidas serão pautadas pela eficiência e economicidade”, explicou Abilio.

A fisioterapeuta Jessica Gonçalves, responsável técnica da unidade de saúde, informou que desde novembro encaminhou ofícios para a Secretaria Municipal de Saúde cobrando providências a respeito da infiltração de água de chuva no local. Porém, não houve nenhum retorno. “Houve uma negligência que está devidamente comprovada por meio de documentos”, revelou.

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A secretária Municipal de Saúde explicou que o prédio que abriga o Centro Especializado de Reabilitação (CER II) é atualmente locado. Por conta das falhas estruturais, o contrato de locação não será mais mantido.

As medidas administrativas para não prejudicar pacientes e retirar móveis já foram providenciadas.

“Os danos são irreparáveis. Não tem como aproveitar o prédio. A laje está comprometida. Mesmo que troque a parte do telhado vai ficar um ambiente perigoso aos médicos e pacientes. Vamos tomar uma solução a partir da análise das fichas dos pacientes para realocá-los em outras unidades de atendimento”, pontua Lúcia Helena.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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