Cuiabá
Chico 2000 homenageia professora e mestre de capoeira
Cuiabá
Durante o evento em celebração ao Dia da Consciência Negra, realizado nesta terça-feira (19), o presidente do Legislativo Cuiabano, vereador Chico 2000 (PL), homenageou com uma Moção de Aplausos a professora, pesquisadora e importante figura na luta pela igualdade racial em Cuiabá, Dra Mory Márcia de Oliveira Lobo e o mestre capoeirista Eron Miguel Bezerra Silva.
O presidente da Casa ressaltou sua satisfação em realizar o evento pela importância da data e falou sobre os homenageados.
“Doutora Mory, professora extremamente preparada, veio aqui ilustrar essa data, nos ensinar um pouco, tivemos o Plenarinho lotado! Tivemos também o professor Eron, mestre da capoeira e é muito importante a vinda de todos eles aqui, a participação. Nos deixa extremamente feliz”, afirmou Chico.
O mestre capoeirista Eron Miguel agradeceu o vereador e contou sobre a amizade de longa que os dois possuem.
“Eu agradeço ao presidente Chico, uma pessoa que eu conheço há muitos anos, desde o início da batalha dele, venceu e hoje é o nosso presidente da Casa. Eu fico muito feliz, depois de 51 anos de capoeira ser homenageado nessa Casa, na presença do Chico e também ao lado da professora (Mory), que já conhecia de nome e agora tive o prazer de abraçar”, finalizou.
Em sua fala, a professora e pesquisadora Mory Márcia de Oliveira, comentou sobre o evento e afirmou a importância de proporcionar visibilidade à luta por igualdade racial.
“Eu acho que esse reconhecimento é da luta das mulheres negras na educação, que é a minha missão. Eu estou muito grata ao presidente, a essa Casa, por essa homenagem, e esse reconhecimento só me traz uma responsabilidade maior ainda desse conhecimento sobre as relações raciais na educação”, frisou Mory.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.