Cuiabá
Cuiabá recebe do Ministério da Saúde (MS) a nova vacina contra a Covid-19, a monovalente XBB, eficaz contra a nova variante
Cuiabá
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), recebeu do Ministério da Saúde (MS), uma nova dose da vacina contra a Covid-19, a monovalente XBB, que é uma versão mais atualizada da imunização. A dose estará disponível a partir desta segunda-feira (17) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cuiabá.
A aplicação será destinada a toda a população entre 6 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias não vacinada ou com esquema vacinal incompleto, e ainda para os grupos prioritários, que incluem pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, idosos, trabalhadores da saúde, entre outros. Para este grupo, é necessário aguardar 6 meses após a última dose para realizar o reforço.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Valéria de Oliveira, revela que esta nova vacina é mais eficaz para combater a nova variante do Covid-19 em circulação. “As unidades básicas de saúde estarão aplicando a vacina para crianças entre 6 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias, grupos prioritários e pessoas que nunca foram vacinadas”, explica a coordenadora.
O objetivo principal da vacinação é reduzir casos graves e óbitos pela Covid-19. Por isso, é fundamental alcançar coberturas vacinais elevadas e homogêneas para todos os grupos com indicação. Segundo o DPNI, a meta definida é de 90% para cobertura vacinal do público indicado.
É importante lembrar que a idade recomendada para a vacinação da primeira dose é aos 6 meses, a segunda dose aos 7 meses e a terceira dose aos 9 meses de idade. Caso um indivíduo que não tenha sido vacinado com nenhuma dose, ou que tenha recebido apenas uma dose da vacina contra a Covid-19, opte por se vacinar, poderá iniciar e/ou completar o esquema prioritário de vacinação. Este esquema consiste em duas doses da Vacina Covid-19 disponível e recomendada para a idade, com intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.