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Emergencialmente, Limpurb disponibiliza 18 caminhões para coleta de lixo na capital após desacordo de garis e empresa

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Cuiabá

Diante da paralisação dos servidores da empresa Locar Saneamento Ambiental Ltda. e do aumento significativo do volume de lixo na cidade pela falta de coleta, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, em comum acordo com a Locar, disponibilizou nesta terça-feira (2) funcionários da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e da Prefeitura de Cuiabá para auxiliar na coleta de resíduos. Dezoito caminhões já iniciaram o serviço. Atualmente, são recolhidas cerca de 600 toneladas de detritos domésticos por dia.

As equipes, compostas por servidores que atuam diretamente na varrição e em outros cuidados com a cidade, saíram da Orla do Porto 1, onde os trabalhadores receberam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e orientações para que o serviço seja realizado de maneira segura e eficaz.

“Então, a Locar está fornecendo os caminhões e nós estamos fornecendo os funcionários para fazer a coleta, mesmo que de forma paliativa, para pelo menos minimizar o problema do acúmulo de lixo na capital”, explicou o diretor-geral da Limpurb, João Carlos Hauer.

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Sem acordo com a empresa Locar, o protesto dos garis, que ocorre nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, iniciou-se na data de 1º de julho, mesmo sendo considerado ilegal pela Justiça do Trabalho. O Sindicato dos Empregados de Limpeza Urbana e Áreas Verdes do Estado de Mato Grosso (SINDILIMP/MT) deliberou por não acatar a ordem judicial, o que resulta em uma multa diária de R$ 100 mil.

No total, dezoito caminhões atuarão na cidade, com o cronograma dividido em quatro turnos, iniciando às 5h da manhã e finalizando no período noturno, às 22h. A região central e as avenidas principais serão atendidas inicialmente, por serem os locais com mais incidência de bolsões de lixo e maior fluxo de pessoas.

Por ser uma empresa privada, a Limpurb não pode interferir nas ações da administração e gestão da Locar, mesmo que isso interfira diretamente na prestação de serviços de zeladoria e limpeza urbana em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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