Cuiabá
Ilde Taques elabora projeto-de-lei para Cuiabá aderir ao programa Vigia Mais MT
Cuiabá
Para garantir mais segurança à população cuiabana, o vereador Ilde Taques (PSB) pretende apresentar um projeto-de-lei para que Cuiabá faça adesão ao programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado. O objetivo é garantir a instalação de mais de 4 mil câmeras em locais estratégicos da cidade.
Na última quarta-feira (08), o vereador apresentou a indicação ao secretário de Segurança Pública do Estado, César Roveri, e demonstrou o desejo da adesão ao programa no município. Para o parlamentar, essa tecnologia será uma importante aliada da Polícia Militar, fortalecendo a segurança pública de forma integrada e eficiente.
“Nós temos muitos municípios que já aderiram ao programa e tiveram uma mudança significativa, por isso, essa está sendo uma das minhas primeiras ações como vereador”, destacou o vereador.
Taques acredita nos resultados positivos com a implantação das câmeras em Cuiabá. “Teve aquela situação do rapaz que morreu ao entrar no porta-malas de uma viatura, e ali tinha uma câmera, que pode solucionar o crime com rapidez. A câmera traz transparência para as investigações. Tenho certeza que será um projeto que vai dar resultado na capital”, disse ele.
O secretário Roveri avaliou como positiva a ação do vereador e acredita que a medida logo será colocada em prática, tanto pela atuação do prefeito Abílio Brunini (PL), quanto pelo governador Mauro Mendes (UB).
“Nós aceitamos a indicação, porque com a determinação do governador Mauro Mendes em fazer esse programa em todo o Mato Grosso, Cuiabá não poderia ficar de fora. Já temos bons exemplos de crimes solucionados na capital, onde instalamos na área central em parceria com a CDL”, afirmou o secretário.
Para a secretária de Ordem Pública de Cuiabá, Juliana Palhares, a proposta é super positiva para a cidade. Palhares ainda garantiu que o prefeito Abilio já determinou a adesão do município ao programa.
“Não sei precisaria de um projeto-de-lei ou apenas o município aderir ao programa, mas eu posso afirmar que é determinação do nosso prefeito a adesão ao programa Vigia Mais MT”, destacou a secretária.
A secretária também enfatizou a eficácia do programa e a importância de termos um sistema de videomonitoramento, para garantir a segurança dos cidadãos cuiabanos.
“Um sistema bastante efetivo na segurança da sociedade. Auxilia na identificação de um foragido, possibilita verificar o que está acontecendo em determinado local, diante de um cenário onde a tecnologia tem que ser utilizada a favor da sociedade. Vejo isso como uma evolução bastante positiva. Fico feliz como secretária municipal, como delegada, como munícipe e só temos a ganhar”, disse ela.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp-MT), Cuiabá é uma das únicas prefeituras que estão fora do Vigia Mais MT, mesmo sendo a que tem direito ao maior número de câmeras. São previstas as entregas de cerca de 4.800 câmeras, porém, menos de 1.000 estão instaladas, e todas por meio de cooperação com instituições e empresas privadas.
Programa Vigia Mais MT
O Programa Vigia Mais MT foi criado no Estado de Mato Grosso no dia de 24 de maio de 2022, através da Lei nº 11.766, que prevê o acesso e a captação de imagens de vigilância e segurança eletrônica, pertencentes a entes públicos ou privados, por meio de plataforma operacional dirigida. Assim, gerando resultados positivos para redução da criminalidade e otimização de recursos.
 
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá 
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.