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Mandato Coletivo marca presença e apoio à 1ª Marcha da Visibilidade Trans em Mato Grosso

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Cuiabá

20/05/2024
Mandato Coletivo marca presença e apoio à 1ª Marcha da Visibilidade Trans em Mato Grosso
O Mandato Coletivo – Vereadora Edna Sampaio marcou presença na 1ª Marcha da Visibilidade Trans em Mato Grosso, com contração na Praça Alencastro, em Cuiabá, nesta sexta-feira (17), Dia Mundial da Luta contra a LGBTfobia. O tema da Marcha foi “Por um SUS Transinclusivo”. Entre as principais reivindicações, estão o direito ao emprego e renda, uma educação anti-transfóbica e, principalmente, direito à vida, respeito e dignidade humana. Daiely Cristina, liderança LGBTQIAPN+, representou a vereadora no ato.
Há 15 anos, o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIAPN+ e apenas 4% da população trans feminina possui um emprego formal. Além disso, a expectativa de vida de uma pessoa trans no país é de 35 anos, segundo o relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).
Uma das organizadoras, Josy Tayllor, presidente da Associação das Travestis do Mato Grosso (Asttramt), conta que o momento é de felicidade, pois se trata de um marco histórico. “É um sonho realizado, o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat) já tentou fazer antes, mas não foi possível. E como a Asttramt voltou este ano, eles viram em nós uma força e a gente pôde construir isso junto”.
“Esta é apenas a primeira marcha, é o começo de algo significativo. Esperamos demonstrar nossa força a cada ano, com o crescimento contínuo. Hoje é um momento histórico em nossa capital, no Mato Grosso. Nossa expectativa é continuar mostrando nossa visibilidade para que possamos crescer a cada ano e buscar mais parceiros para lutar ao nosso lado”, afirma Josy.
Ela também destacou os ataques sofridos durante o período de organização do evento. “Quando anunciamos a primeira marcha do estado, as pessoas não entenderam, pensam que queremos chamar atenção, mas não é isso. Fazemos a marcha para mostrar nossa visibilidade, principalmente para as pessoas trans, que são as mais atacadas pela sociedade. Nossas vidas importam, estamos aqui, resistimos a cada dia. Essa marcha é um ato político para mostrar isso”, completou Josy
Daiely Cristina, em sua fala no ato, representando o Mandato Coletivo, destacou que não há reivindicações de privilégios ou trivialidades. O ato&nbsp reivindica os direitos básicos da comunidade trans e da comunidade LGBTQIAPN+. “Temos direito à cidadania, dignidade na saúde, educação, trabalho e moradia, certo? Somos pessoas, votamos, somos cidadãs, temos direitos”.&nbsp
“Considero inaceitável uma sociedade como a nossa ceifar vidas trans. As pessoas trans merecem, e desejam, viver em paz, com dignidade e respeito, pois são seres humanos que merecem respeito e uma vida digna, certo? Nosso Mandato está à disposição de vocês. Nosso Mandato é um Mandato de apoio, inclusive com pessoas e lideranças LGBTQIAPN+ ao nosso lado. Parem de ceifar vidas trans!”, concluiu.
A vereadora Edna Sampaio (PT), que também é uma Mãe Pela Diversidade, ressalta que estamos imersos em um processo de reivindicação das nossas humanidades. “Muitos de nós, indivíduos, que vivemos, trabalhamos e construímos nossos projetos de vida e felicidade, não somos reconhecidos por uma sociedade profundamente racista e LGBTfóbica”.
“Neste momento, em que o extremismo de direita utiliza a religião como instrumento para interditar e desumanizar esses corpos, é imperativo que declaremos em alto e bom som a existência dessas pessoas, reconhecendo-as como seres humanos com direitos inalienáveis de viver entre nós, sendo respeitadas”, afirma Edna.
“O poder público precisa direcionar seu olhar para esses indivíduos e formular políticas públicas que garantam o pleno exercício da cidadania. Não podemos jamais denominar como democrático um sistema que mata e exclui determinadas pessoas. Um sistema só pode ser considerado humano se todas as pessoas, sem exceção, forem tratadas como seres humanos. Portanto, as pessoas trans são seres humanos que merecem tudo o que qualquer outro indivíduo merece, especialmente o respeito”, conclui a vereadora.
Clóvis Arantes, coordenador da Associação Parada LGBTQIAPN+ e membro do Mandato Coletivo parabenizou a Asttramt e o Ibrat por este momento histórico. “Precisamos lembrar que há exatos 34 anos a Organização Mundial de Saúde removeu a transexualidade e a homossexualidade do código internacional de doenças, reconhecendo que não são desvios ou transtornos, mas sim vidas políticas”.&nbsp
“Toda vez que realizamos uma manifestação como esta para a população, saímos da invisibilidade. Precisamos mostrar que na cidade de Cuiabá existem mulheres trans, homens trans, travestis, gays, lésbicas, e não estamos pedindo nada, apenas exigindo o que já está garantido na Constituição”, afirmou Clovis.&nbsp
Josy Tayllor agradeceu o esforço de Edna. “Ela é uma figura inspiradora, sempre engajada em todas as causas, não apenas durante seu Mandato como vereadora, mas em qualquer situação, ela está presente com sua equipe, apoiando a nossa causa”.&nbsp
“Nossa gratidão, porque ela nos deu apoio para realizarmos isso hoje. Ela se empenhou, mostrou seu comprometimento junto com sua equipe e nos disponibilizou recursos para que pudéssemos contar com tudo o que precisávamos. Esperamos que ela continue ao nosso lado em todas as nossas lutas”, conclui Josy.
O ato foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), pela Associação das Travestis de Mato Grosso (Asttramt) e Conexão Nacional de Mulheres Transexuais e Travestis (Conatt), em parceria&nbsp do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública de Mato Grosso, Secretaria Municipal da Mulher com apoio do Mandato Coletivo Pela Vida e por Direitos, ONG Mães Pela Diversidade e outros.
Letícia Corrêa/Assessoria de Comunicação

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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