Cuiabá
“Momento é de união, de reconstrução e de recomeço”, afirma prefeito Emanuel Pinheiro ao anunciar medidas emergenciais para comerciantes do Shopping Popular
Cuiabá
“O momento é de união, de reconstrução e de recomeço. Que essa tragédia sirva para nos unir cada dia mais, com essa bela demonstração de democracia, unindo adversários e opostos, para que todos possamos discutir e debater esse drama que afeta a população cuiabana. O dia 15 de julho de 2024 não será esquecido; todos vão lembrar onde estavam quando o Shopping Popular foi engolido pelas chamas. Eu nunca vou esquecer desse dia”, pontuou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, após anunciar nesta segunda-feira (15) uma série de diretrizes emergenciais para atender aos lojistas que tiveram suas lojas destruídas pelo incêndio que consumiu o Shopping Popular durante a madrugada.
O prefeito destacou o trabalho conjunto do Cuiabanco e Desenvolve MT para maior assertividade na concessão de linhas de crédito e a cessão do espaço do Complexo Dom Aquino para a reabertura, em caráter temporário, de um centro comercial. A Secretaria de Ordem Pública irá auxiliar no processo de legalização das empresas e fornecer a documentação necessária para viabilizar as possibilidades de crédito, além de garantir a segurança do local. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria de Obras Públicas, mediante liberação do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, irão atuar imediatamente para liberar a área e manter a limpeza e a ordem pública. A Secretaria de Mobilidade Urbana atuará na organização do trânsito e das vias adjacentes ao local.
“A gente está buscando forças em Deus e na solidariedade das pessoas. Eu jamais pensaria em ter uma reunião para tratar de uma pauta dessa, e tenho buscado forças a todo momento para podermos reconstruir e recomeçar. São seiscentos pais de família, e nós queremos começar a trabalhar. Nós não vamos discutir em outro lugar que não seja aqui”, emocionou-se o presidente da Associação de Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão.
O vice-prefeito da capital, José Roberto Stopa, pontuou a importância de que esses comerciantes voltem a trabalhar o mais breve possível. “Nunca vi pessoas tão trabalhadoras como aquelas que trabalham no Shopping Popular. O que essas pessoas querem, e consideram como dignidade, é começar a trabalhar. A grande campanha deve ser para que as pessoas continuem comprando dessas barracas, mesmo sem o conforto e o ar-condicionado que tinham antes. A população de Cuiabá pode apoiar, comprando deles mesmo em situações adversas nos próximos meses”, afirmou.
Participaram da reunião promovida pela Prefeitura de Cuiabá: César Miranda, Secretário de Desenvolvimento Econômico, representando o Governo do Estado; os deputados federais Coronel Fernanda e Abílio Brunini; a diretora do Desenvolve MT, Mayran Benicio; os deputados estaduais Wilson Santos e Lúdio Cabral, representando a Assembleia Legislativa de MT; o vereador e presidente da Câmara dos Vereadores, Chico 2000; e representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e da Associação do Shopping Popular.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.