Cuiabá
Mutirão recolhe 1,8 tonelada de lixo; secretário reforça apoio de moradores
Cuiabá
Desde o início de março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio do mutirão de limpeza coordenado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), já recolheu cerca de 1,8 tonelada de resíduos. Desse total, 300 toneladas foram retiradas de ruas, praças e avenidas, com atendimento a 220 pontos da cidade.
Além disso, as equipes especializadas recolheram 1.500 toneladas de lixo descartado irregularmente em bolsões espalhados pela cidade. Somente no bairro Santa Terezinha, foram retiradas 600 toneladas de resíduos provenientes da coleta doméstica, além de móveis e entulhos.
O diretor-geral da Limpurb, Reginaldo Teixeira, reforça que a colaboração da população é essencial para manter a cidade limpa e organizada. “Se cada um fizer sua parte, limpando a frente de casa ou do comércio, colocando o lixo nas lixeiras apenas nos dias de coleta e, principalmente, evitando o descarte irregular, Cuiabá ficará cada dia mais limpa e bem cuidada. O Poder Público faz sua parte, mas a conscientização da população é fundamental”, destacou.
Outro ponto preocupante é o Centro da capital, onde há grandes focos de descarte irregular. “Grande parte do material recolhido é reciclável, como caixas de papelão, garrafas PET, sacos big bag e embalagens de isopor. Também encontramos troncos de árvores, restos de poda e entulho. Vale lembrar que a região central, especialmente o Centro Histórico, recebe coleta diária, com uma rota exclusiva durante a madrugada”, frisou Reginaldo Teixeira.
Para facilitar o descarte correto, a Prefeitura disponibiliza serviços gratuitos, como o Cata-Treco, que pode ser agendado pelos telefones (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502. O serviço, no entanto, não contempla restos de poda, materiais perigosos (vidros, baterias e pilhas) e itens destinados aos ecopontos, como pneus e entulhos de construção, que devem ser descartados em locais apropriados.
Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá monitora 50 pontos críticos de descarte irregular. No bairro Nova Esperança II, por exemplo, as equipes atuam há mais de 10 dias sem conseguir concluir os trabalhos. “O local é limpo, mas no dia seguinte já está tomado por lixo novamente, mesmo com a aplicação de multas”, pontuou o diretor de Serviços Urbanos da Limpurb, Anderson Matos.
O Código Sanitário e de Posturas do Município (Lei Complementar nº 4/1992) estabelece que o descarte de resíduos em locais proibidos, como ruas, terrenos baldios, pontes, lagos, rios, praças e viadutos, pode resultar em multas a partir de R$ 818,90, podendo chegar a R$ 2.807,03, com acréscimo de R$ 1.871,35 para cada 1.000 m² adicional.
Além disso, proprietários de terrenos são obrigados a mantê-los limpos, cercados e com calçadas, caso estejam em vias pavimentadas. O descumprimento dessas exigências pode resultar na limpeza compulsória pela Limpurb, com o custo incluído no IPTU do ano seguinte.
Denúncias sobre descarte irregular podem ser feitas pelo Disque Denúncia no telefone (65) 3616-9614. As infrações são verificadas pela equipe responsável e, caso confirmadas, os responsáveis são penalizados.
#PraCegoVer
A imagem mostra colaboradores da Limpurb em força-tarefa de limpeza na região central. Os funcionários usam uniforme na cor verde, e está munido de Equipamento de Proteção Individual (EPIs), enquanto colocam uma big bag na caçamba do caminhão cata-treco.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.
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