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Operação da Sorp e PM apreende 12 motos com escapamentos adulterados

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Cuiabá

A Secretaria de Ordem Pública deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Raio de Ordem, destinada a conter a circulação de motocicletas com escapamento adulterado que causam poluição sonora e comprometem a saúde auditiva.

A ação mobilizou fiscais da Ordem Pública e policiais militares da equipe Raio e do Batalhão de Trânsito.

Sete motoqueiros foram autuados por poluição sonora e deverão pagar multa de R$ 869,98 por infração grave, após ser constatado que os escapamentos emitiam sons variáveis de 10 decibéis a 40 decibéis.

Outros cinco foram autuados por infração de trânsito como pilotar sem placa, retrovisor, pneus carecas e não ter habilitação emitida pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito). As 12 motocicletas foram apreendidas e remetidas ao pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).

A equipe Raio da Polícia Militar identificou motos irregulares ao percorrer trechos dos bairros Jardim Leblon, Pedregal, Avenida das Torres, Miguel Sutil e outros.

Após flagrados, os motoqueiros em situação irregular foram encaminhados a unidade Raio da Polícia Militar, localizada no bairro Jardim Leblon. Lá, fiscais da Ordem Pública procederam com a medição dos sons emitidos pelos escapamentos, se verificando, a partir daí, índices elevados e incompatíveis com as normas de bem-estar social.

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A lei municipal 3819/99 prevê multa de R$ 448,54 para até 10 decibéis.

Pela mesma lei, nos intervalos de 10 decibéis a 40 decibéis, a multa é de R$ 896,98 (infração grave). Já para emissões acima de 40 decibéis, a penalidade é considerada gravíssima, com multa no valor de R$ 2.690,95.

Fiscalização intensa

A secretaria municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que a Operação Raio de Ordem não tem a intenção de prejudicar trabalhadores que dependem de motocicletas para seu emprego diário, mas, punir os infratores que perturbam a ordem pública com ruído excessivo.

“Esses barulhos intensos são causados por escapamentos adulterados e prejudicam a saúde auditiva, prejudicando autistas, idosos, crianças e pacientes de hospitais. Todos os autos de infração serão encaminhados ao Ministério Público. É uma ação que reafirma o compromisso da administração local em promover mais qualidade de vida à população e oferecer um trânsito mais seguro”, pontuou.

O comandante da equipe Raio da Polícia Militar, Wesmensandro Rodrigues, reformou que está comprometido em auxiliar a Prefeitura de Cuiabá nas políticas de segurança do trânsito. “A PM vai contribuir com ações para garantir o sossego e o cumprimento das leis que protegem da perturbação”.

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O comandante do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, Fábio Ricas, ressaltou a importância da atuação conjunta com a secretária de Ordem Pública. “Nesta ação foi feita a fiscalização com relação à documentação das motocicletas, habilitação e escapamentos adulterados. É necessário um trabalho sintonizado para garantia da tranquilidade social”.

O coronel da Polícia Militar, Cleverson Leite de Almeida, reforçou a necessidade do diálogo da Ordem Pública com a PM. “A melhoria e a prestação dos serviços da pasta, naturalmente, passa pelo trabalho da PM”.

#PraCegoVer

A foto mostra a delegada e secretária da Sorp, Juliana Palhares, ao lado de um policial militar, checando motos apreendidas em um caminhão guincho. Eles estão uniformizados com farda da PM e uniforme da Sorp. Eles estão de costas, conversando e gesticulando em direção aos veículos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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