Cuiabá
Operação fecha bar que vendia alimentos vencidos no Centro
Cuiabá
A Secretaria Municipal de Ordem Pública deflagrou na tarde de quinta-feira (6) a terceira fase da Operação Retomada.
Desta vez, para fiscalizar estabelecimentos comerciais localizados na região Central que vendiam alimentos vencidos e, pela falta de higiene e acúmulo de lixo, contribuíam para a disseminação de doenças contagiosas como dengue, zika e chikunguya.
Um bar localizado na Rua Bandeirantes foi interditado porque o proprietário comercializava produtos vencidos.
Fiscais da Vigilância Sanitária apreenderam pacotes de arroz, feijão, caldo de carne, macarrão, miojo, bolacha de água e sal e recheadas e farinha de milho vencidos em até quatro meses.
No local, ainda havia lixeiras abertas repletas de mosquitos. O proprietário já havia sido autuado em dezembro para proceder com correções no local devido à insalubridade. Devido às constantes irregularidades, foi interditado, cabendo agora solucionar as falhas em definitivo para abrir as portas novamente.
Em outro estabelecimento, desta vez localizado na Avenida Tenente Coronel Duarte, nas proximidades do Morro da Luz, foi notificado a proceder com a limpeza dos banheiros, incluindo oferecer papel toalha e sabonete líquido.
Além disso, a estufa de salgados estava desligada, comprometendo a qualidade dos produtos.
No mesmo endereço, um bar foi interditado por conta da visível insalubridade. No local, havia fezes de baratas e veneno de rato próximo aos alimentos comercializados.
Por este motivo, o proprietário foi autuado pela Vigilância Sanitária e também pelos bombeiros porque não havia extintor de incêndio e alvará para se manter em funcionamento.
A operação foi concluída no bairro do Porto em Cuiabá. Lá, um bar localizado nas proximidades do Aquário Municipal foi notificado pelos fiscais da vigilância sanitária e corpo de bombeiros por falta de higiene, notada pela infestação de pragas.
Também não foi identificado nenhuma modalidade de alvará. Por isso, o proprietário foi notificado a proceder com as correções, sob pena de ser fechado após 30 dias.
Ordem social
A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, declarou que a terceira fase da Operação Retomada é reflexo do compromisso da Prefeitura de Cuiabá em exigir as normas legais dos estabelecimentos comerciais.
“Já fiscalizamos bares, hotéis e outros estabelecimentos com apoio das forças de segurança e da Vigilância Sanitária. Será uma fiscalização intensa”, disse.
A secretaria adjunta da Ordem Pública, coronel Francyanne Siqueira Chaves, destacou a atuação conjunta da ordem pública com a Polícia Militar. “A venda de produtos alimentares vencidos coloca em risco à saúde pública”, pontuou.
O tenente-coronel Marcelo Moraes, comandante da Polícia Militar no Centro Histórico, destacou que a PM será parceira da Secretaria de Ordem Pública em ações para coibir comércios precários e clandestinos que comprometem o bem-estar da coletividade.
“Trabalhamos na identificação destes pontos que são vulneráveis e podem até rumar para outras atividades ilegais. Seremos parceiro da Prefeitura de Cuiabá nestas ações”
Normas legais
A fiscal da Vigilância Sanitária Fiscal, Nayara Badre Teixeira, fez um alerta aos proprietários de bares e restaurantes e hotéis.
Para não enfrentar transtornos como fechamentos provisórios, é necessário intensificar a limpeza, ainda mais em um período chuvoso.
“O que a vigilância sanitária faz é exigir regras de higiene, conservação e segurança alimentar. É recomendável a dedetização para controle de pragas. Estamos em um período crítico de chuva que é favorável à disseminação de doenças como dengue, zika e zhikungunya”.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Robson Rodrigues dos Santos, ressalta que o alvará contra incêndio é imprescindível à ordem pública.
“É uma norma de segurança importante à coletividade que não é burocrática. Peço, encarecidamente, que os comerciantes procedam com a regularização junto à Prefeitura de Cuiabá”.
#PraCegoVer
A matéria é ilustrada com a foto de um servidor público da Vigilância Sanitária fixando um cartaz com a palavra interditado em letras garrafais. O estabelecimento comercial tem uma frente com grade vermelha.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.