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Parceria do TJ e SMS leva conscientização e conhecimento a servidores da saúde sobre ações do projeto “Entrega Legal”

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Após uma parceria firmada entre a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para ações do projeto “Entrega Legal”, a juíza titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo, percorreu junto com sua equipe técnica, algumas unidades básicas de saúde em Cuiabá durante a manhã desta segunda-feira (24). As visitas tiveram como objetivo levar informações sobre o projeto aos servidores da saúde e conscientizá-los sobre a importância do acolhimento às mães/genitores que desejam entregar o filho de forma voluntária, garantindo assim a segurança e o bem-estar do bebê.

Mais de 130 unidades de saúde de Cuiabá participam da campanha, que será executada pelos servidores da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá. O projeto “Entrega Legal” é uma campanha permanente da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que promove a garantia de atendimento à gestante ou parturiente que manifeste interesse em entregar o filho para adoção, mediante seu encaminhamento à Justiça da Infância e da Juventude, evitando assim o abandono de crianças e a prática de adoção irregular.

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Conforme a magistrada, o agente de saúde possui papel fundamental nesse processo, pois muitas vezes é ele quem faz o primeiro contato com a gestante acerca da entrega voluntária de crianças para adoção, prática considerada legal desde que intermediada pelo Poder Judiciário, além de romper com o estigma e o preconceito ainda existentes sobre a questão, que frequentemente geram dúvidas.

“Estamos percorrendo as unidades de saúde para levar aos servidores informações e orientações detalhadas sobre o nosso projeto, enfatizando a garantia de atendimento humanizado à mãe e/ou gestante, e principalmente o direito ao sigilo, respeito, livre de preconceitos, pré-julgamentos e constrangimentos”, explicou a juíza.

O secretário municipal de Saúde, Deiver Teixeira, também participou do encontro e ressaltou a grande responsabilidade dos servidores da saúde na participação deste projeto. “Parabenizo a todos pelo excelente trabalho e agradeço, em nome de todos os nossos servidores, a oportunidade de fazer parte de um trabalho tão bonito, que envolve tanto amor e cuidado. Reforço, em nome da gestão, o compromisso de orientar e preparar os nossos servidores para que estejam aptos a lidar com a situação da forma mais apropriada possível”, afirmou Deiver.

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O projeto busca promover o acolhimento às mães/genitores por meio de uma equipe interprofissional, que orientará sobre a entrega voluntária sem qualquer julgamento ou constrangimento, incluindo o sigilo do procedimento, elaborando um relatório circunstanciado para a Autoridade Judiciária. A mãe será encaminhada à rede pública de saúde para realizar o pré-natal em uma unidade de sua preferência.

É importante ressaltar que, já no processo de nascimento do bebê, o servidor da saúde deve respeitar o desejo da mulher em relação ao contato inicial com o bebê, inclusive durante o parto, amamentação e demais cuidados enquanto estiver no hospital.

“É muito importante que eles sejam preparados para orientar as mães que não podem ficar com seus filhos em momentos de dificuldades, incertezas e angústia, para que saibam que existe esse suporte da Justiça, que começa desde o momento em que ela demonstra o desejo da doação até o nascimento do bebê”, destacou a magistrada idealizadora do projeto.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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