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Paula celebra os 93 anos do voto feminino e destaca feito histórico com a primeira Mesa Diretora composta apenas por mulheres

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Cuiabá

24/02/2025
Paula celebra os 93 anos do voto feminino e destaca feito histórico com a primeira Mesa Diretora composta apenas por mulheres

Nathany Gomes – asssesoria Vereadora Paula Calil&nbsp

Um direito anteriormente garantido por lei apenas aos homens ganhou um novo capítulo em fevereiro de 1932. Isso porque, nesta segunda-feira (24), o Brasil comemora 93 anos da conquista do voto feminino, regulamentado pelo Decreto nº 21.076, que instituiu o Código Eleitoral, sob a liderança do então presidente Getúlio Vargas.
A data é celebrada com honra e compromisso pela atual presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL). Em 1º de janeiro de 2025, a cidade entrou para a história do país ao eleger, pela primeira vez, uma Mesa Diretora composta exclusivamente por mulheres.
Além de Paula, fazem parte da composição para o biênio 2025-2026 as vereadoras Dra. Mara (Podemos), Katiuscia Manteli (PSB), Maysa Leão (Republicanos) e Michelly Alencar (União).
A parlamentar destaca que, apesar de quase um século dessa conquista, o direito ao voto feminino ainda é um marco recente na sociedade.
“Sempre que falamos sobre o voto feminino, temos a impressão de que esse direito existe há muito tempo, mas são apenas 93 anos. Foi uma conquista tardia, que só se tornou realidade após muita luta e resistência de mulheres guerreiras. Hoje, como presidente deste parlamento, me sinto honrada por fazer parte, mais uma vez, da história do Brasil ao compor a primeira Mesa Diretora 100% feminina. Essa conquista não é apenas minha, da Maysa, da Katiuscia, da Michelly e da Mara, mas de todas as cuiabanas e cuiabanos que acreditaram em nós. Com 19 votos favoráveis, recebemos a confiança necessária para chegar até aqui”, declarou Paula.
A mudança foi oficializada na Constituição Federal de 1934, tornando o voto feminino obrigatório para mulheres que exerciam atividades remuneradas. No entanto, foi apenas em 1965, com a reforma eleitoral, que ele se tornou de fato universal, sem distinções, ampliando a participação feminina no cenário político brasileiro.
A luta pelo voto feminino foi impulsionada por mulheres emblemáticas, como Bertha Lutz, uma das principais líderes do movimento sufragista. Outro nome de destaque foi o da médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós como a primeira mulher eleita deputada federal no Brasil, em 1934, pelo estado de São Paulo.
Paula expressa sua admiração por essas pioneiras e ressalta os avanços conquistados até hoje, com a crescente presença feminina em cargos eletivos.
“Evoluímos muito, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Não podemos permitir que vozes como as de Bertha e Carlota sejam esquecidas. Hoje, Cuiabá tem oito vereadoras eleitas, uma legislatura que, com certeza, servirá de exemplo não apenas para a democracia, mas também como inspiração para mulheres de todas as idades. Provamos na prática que a participação feminina na política dá certo”, enfatizou a presidente.
Participação feminina no Estado
Mato Grosso conta, atualmente, com a maior representação feminina nas Câmaras Municipais de sua história. O resultado foi obtido nas Eleições de 2024, com 20% das 1.404 vagas para vereador ocupadas por mulheres, totalizando 277 eleitas. Esse número representa um aumento de 21% em relação à legislatura de 2020.
Em Cuiabá, foram eleitas oito vereadoras, o que representa um avanço significativo na representatividade feminina na política local.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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