Cuiabá
Plenário da Câmara aprova mudança em nome de rua proposta por Adevair Cabral
Cuiabá
O plenário da Câmara de Cuiabá aprovou em segunda votação, por 18 votos, o projeto de lei 42990/2023 do vereador Adevair Cabral (SD), que denomina de José Alves Juvenal a Rua 4, no bairro Residencial Itamarati, na sessão ordinária de quinta-feira (25.04). Agora o projeto segue para sanção do prefeito da capital.
Adevair Cabral justificou que apresentou a proposta para homenagear um antigo morador do bairro, muito conhecido pela comunidade e sempre foi uma pessoa honrada, idônea e querido por todos os moradores.
Nascido em 22 de dezembro de 1961, ele era natural de Chapada dos Guimarães, morou apenas cinco anos na comunidade de Rio Manso e veio com os pais na época e se instalaram no bairro Dom Aquino, mas logo após fixou suas raízes familiares e permaneceu em definitivo no Bairro Residencial Itamarati.
Entrou como servente de pedreiro na Companhia de Saneamento do Estado (antiga Sanemat) onde trabalhou por mais de 22 anos, e em sequência a referida Companhia passou por mudanças, e por fim se aposentou-se na antiga CAB/Cuiabá, após 35 anos de tempo de serviço prestados.
“O homenageado foi uma pessoa de coração enorme, sempre disposto a ajudar o próximo, sempre teve um caráter ilibado, sempre cumprindo com seus compromissos e sempre preocupado com o bem-estar da sua família e de todos ao seu redor”, argumentou o vereador.
José Alves Juvenal morreu em outubro de 2023, aos 61 anos de idade.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.