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Por orientação do MS, espaço da mulher passa por adequações e atendimentos são encaminhados para o HMC

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a partir desta quinta-feira (6), os atendimentos às mulheres vítimas de violência doméstica serão temporariamente centralizados no Espaço de Acolhimento à Mulher, localizado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho. A medida visa melhorar a qualidade dos serviços prestados e readequar os espaços destinados a esse atendimento.
A readequação ocorre em cumprimento à determinação do Ministério da Saúde (MS), que observou a necessidade de reorganizar os atendimentos nos locais existentes. Com isso, o Espaço de Acolhimento na UPA Verdão e na UPA Leblon passarão por adequações para garantir o cumprimento das normas sanitárias e de segurança.

“A mudança é necessária porque os espaços, na gestão anterior, foram construídos de forma inadequada, obstruindo a entrada de ambulâncias no box de emergência das unidades, o que fere a Portaria n° 342, de março de 2013, que regulamenta a implantação de unidades de pronto-atendimento. A readequação visa liberar as entradas e garantir a segurança e o bom funcionamento das unidades. Caso a alteração não seja realizada, o município de Cuiabá poderá ser penalizado com a perda de recursos federais”, explicou a secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio.

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A medida não afetará o atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. Durante o período de readequação, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) também estarão disponíveis para atender as mulheres necessitam de apoio psicológico e assistência social.

Atualmente, 291 mulheres recebem atendimento psicológico e acompanhamento social nos três Espaços de Acolhimento à Mulher da Prefeitura de Cuiabá. A prefeitura reafirma que, apesar da readequação dos espaços, o atendimento continuará sendo realizado com a mesma qualidade, sem interrupções.

O Ministério da Saúde deverá realizar nova vistoria, nos próximos dias, para garantir que as adequações atendam a todas as normativas necessárias. A Prefeitura de Cuiabá reforça que o remanejamento dos atendimentos será feito pelo menor tempo possível. “Vamos melhorar e ampliar o atendimento nas unidades de saúde, garantindo toda assistência necessária às mulheres. Estamos comunicando todas sobre a mudança temporária e encaminhando para o HMC”, acrescentou a secretária da Mulher de Cuiabá, tenente-coronel Hadassah Suzannah.

#PraCegoVer

A imagem principal mostra a fachada do HMC, nas cores amarelo, verde e branco.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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