Cuiabá
Prefeitura começa a pagar salário dos servidores públicos nesta quarta (5)
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá começa a efetuar nesta quarta-feira (5) o pagamento dos salários dos servidores públicos, incluindo a verba indenizatória, horas extras, adicional de insalubridade e prêmio-saúde, este último destinado exclusivamente aos servidores da Secretaria Municipal de Saúde. O valor total da folha referente a janeiro/2025 é de R$ 62,7 milhões. As transferências eletrônicas serão concluídas até as 23h59 de quinta-feira (6).
Honrando o compromisso de valorização do funcionalismo público, a gestão do prefeito Abilio Brunini ordenou ainda o pagamento das férias vencidas dos técnicos e professores da Secretaria Municipal de Educação referentes aos meses de novembro e dezembro que não foram pagas pela gestão passada. O valor corresponde a R$ 7,4 milhões. Serão injetados, assim, um total de R$ 73,3 milhões.
Também serão pagas as horas extras de outubro e novembro, que não foram quitadas pela gestão anterior, no total de R$ 1,4 milhão. Por outro lado, as rescisões ainda dependem de programação orçamentária e passam por análise da equipe técnica para serem sanadas.
A folha salarial do mês de dezembro foi paga no dia 10 de janeiro. A folha de janeiro tinha previsão de ser paga no dia (9) de fevereiro. A antecipação da folha de pagamento em fevereiro reflete o esforço da gestão do prefeito Abilio Brunini em valorizar o funcionalismo público, embora seja notório que o município esteja em calamidade financeira, conforme decreto publicado na edição do dia 3 de janeiro na Gazeta Municipal.
“Tradicionalmente, o mês de janeiro é marcado pela baixa arrecadação. Ainda assim, conseguimos antecipar o pagamento da folha salarial em cinco dias, o que é um ganho ao funcionalismo público”, afirmou o secretário Municipal de Fazenda, MArcelo Bussik.
#PraCegoVer#
A imagem ilustra o Palácio Alencastro, sede da Prefeitura de Cuiabá. Na fachada, há uma árvore verde e uma placa indicando a localização do prédio.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.