Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá luta pela liberação de R$ 60 milhões para a saúde pública da capital
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá está lutando para garantir a liberação de R$ 60 milhões em recursos federais destinados à saúde da capital. Para auxiliar nas articulações, o secretário Júnior Leite busca o apoio de todos os vereadores da Câmara Municipal, inclusive da oposição, para pressionar pela aprovação dos recursos na CIR.
“Precisamos de união neste momento para salvar vidas. Esses R$ 60 milhões serão utilizados para investimentos na saúde de Cuiabá, o que beneficiará diretamente a população. Não podemos permitir que o boicote do Estado impeça que esses recursos cheguem até a nossa cidade”, afirmou Júnior Leite.
Obtidos pelo deputado federal Emanuelzinho junto ao Governo Federal, esses recursos ainda não chegaram ao município devido a um impasse na última reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR), realizada na semana passada. Segundo Leite, a principal preocupação da Prefeitura no momento é a liberação desses recursos que, por boicote do governo do Estado, não foram aprovados pela CIR. A chefe do escritório regional e servidora do Estado, Claudia Moreno, impediu a inclusão do tema na pauta da comissão, atrasando o processo e colocando em risco a saúde da população cuiabana e mato-grossense.
O secretário ressalta que está à disposição do presidente da Câmara e de todos os vereadores para discutir o assunto e buscar soluções conjuntas. “Acredito que, com o apoio de todos, podemos superar essa dificuldade e garantir que os recursos sejam liberados o mais rápido possível”, finalizou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.