Cuiabá
Sindicalista pede aprovação da alteração na lei da gestão democrática nas escolas
Cuiabá
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) subsede de Cuiabá, João Custódio, usou a tribuna da Câmara de Cuiabá na sessão de terça-feira (04.06) para pedir agilidade na votação do projeto da gestão democrática nas unidades da rede municipal. Ele foi convidado pelo vereador Mário Nadaf (PV).
“Peço a cada um de vocês a sensibilidade na aprovação da lei da gestão democrática. Em janeiro começa o novo governo e é interessante que a coisa já esteja funcionando. O projeto foi elaborado pelos trabalhadores da educação e pela Secretaria Municipal de Educação, não houve confronto e foi bem discutido. Fizemos todas as adequações solicitadas pelo Ministério Público”.
João Custódio disse que a gestão democrática, ou seja, a escolha dos diretores e coordenadores das unidades escolares pela comunidade escolar (pais e professores) iniciou nos anos 90 e a legislação foi passando por alterações ao longo dos anos.
Ele explicou que em 2014 foi feito um novo documento e houve eleição até 2017. Contudo, houve um impedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso e foi suspensa as eleições para diretores e coordenadores em 2019.
“É um equívoco, pois a escolha de diretores é uma prerrogativa dos governadores e prefeitos e também a escolha pelas eleições. Pedimos a aprovação do projeto de lei da gestão democrática para que os gestores sejam novamente escolhidos pelos pares, que conheçam a realidade da comunidade escolar e dos problemas existentes”.
O vereador Mário Nadaf, que também é professor, destacou que a educação é um excelente modelo de ensinar que a democracia é o melhor regime ao nosso país.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.