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Prefeitura de Cuiabá paga auxílio as crianças órfãs de feminicídio

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Cuiabá

Dezesseis crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos estão inclusas no Programa de Auxílio aos Órfãos de Feminicídio (PAOF) criado pela Prefeitura de Cuiabá através da Secretaria Municipal da Mulher. Cada uma delas recebe o valor correspondente a um salário mínimo como ajuda para custeio das necessidades. O pagamento do benefício foi liberado na sexta-feira (16), tranquilizando as respectivas famílias. Outras duas crianças que perderam a mãe há dois meses, vítima de feminicídio, deverão entrar no programa, após a avó procurar ajuda.

A Secretária da Mulher, Tenente Coronel Hadassah, pontua que “as crianças, vítimas de uma fatalidade, entram no programa depois de passar pelo processo de juntada de documentos e aprovação, podendo permanecer até completarem 18 anos”. Desde que começou a ser pago, em 2022, duas já atingiram a idade e deixaram de receber.

“Eu me emociono em falar porque eu não imagino o que se passa na cabeça de um pai que perdeu sua filha, de uma avó que está com as guardas dos seus netos. Então o PAOF é um programa muito importante que a gente lidera aqui dentro, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, que é de onde vem o orçamento”, pontuou a secretária adjunta da Secretaria da Mulher, Stefanya Paiva.

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No início de janeiro, um avô que é responsável por três crianças menores, preocupado e temendo que o benefício fosse cortado pela nova gestão municipal, procurou informações na Secretaria da Mulher. Na ocasião, disse que o recurso ajuda muito, e que, inclusive, será usado neste mês para comprar os materiais escolares das crianças. Como aposentado, ele informou que não saberia como sustentar essas crianças se não tivesse o benefício.

O PAOF é lei, foi regulamentado e a Secretaria da Mulher dará continuidade, tendo em vista que ajuda muito as crianças. “Possibilita uma vida mais digna em meio a dor”, frisou a secretária.

Além do auxílio, as crianças também recebem assistência psicológica via Cras, no bairro mais próximo da moradia.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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