Cuiabá
Prefeitura e Câmara criam pontos de doação para família de Emelly
Cuiabá
A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu nesta terça-feira (18) a família da jovem Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, assassinada na última semana. A mãe da vítima, Ana Paula Peixoto de Azevedo, emocionou os presentes ao clamar por justiça e pedir a prisão de todos os envolvidos no crime. O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, acompanhou o ato.
O prefeito esteve presente junto à família e anunciou a criação de núcleos seguros para doações e recebimento de donativos. A medida busca impedir que casos como o de Emelly, que foi atraída com a promessa de roupinhas para seu bebê, voltem a acontecer.
“Precisamos garantir que mulheres em situação de vulnerabilidade recebam doações de forma segura. Vamos criar pontos de acolhimento onde as mães possam buscar ajuda sem correr risco. Esse crime bárbaro não pode se repetir”, afirmou Abilio.
A sessão marcada por muita comoção contou com o clamor de justiça feita pela mãe da vítima.
“O que fizeram com a minha filha não se faz nem com um animal. Eles têm que pagar. Minha neta ficou sem mãe, e eu estou aqui representando todas as mães que perderam suas filhas de forma brutal. Isso precisa acabar”, desabafou Ana Paula.
Além dos núcleos, a prefeitura garantiu apoio psicológico, segurança e assistência jurídica à família da vítima e à bebê, resgatada com vida após o crime. Também foram instalados pontos de arrecadação na Câmara Municipal para receber doações como fraldas, leite em pó, roupas e itens de higiene para a recém-nascida.
Já a vereadora e primeira-dama Samantha Iris lamentou que o município não possa endurecer penas, mas reforçou que o Legislativo local seguirá pressionando por justiça. “O que nos cabe é clamar para que esse crime não fique impune. Que a memória de Emelly não seja esquecida e que esse horror sirva para reforçar a luta por penas mais severas contra crimes como esse”, declarou.
A presidente da câmara, Paula Calil, por sua vez, reforçou a importância do engajamento da sociedade na busca por justiça. “Precisamos garantir que todos os envolvidos nesse crime sejam identificados e punidos. Cuiabá nunca viu uma atrocidade como essa. Não podemos permitir que esse caso caia no esquecimento”, afirmou.
As investigações seguem em andamento, e a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) busca esclarecer a participação de cada um dos suspeitos no crime.
A vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Vânia Rosa também esteve presente, assim como: Juliana Palhares (Ordem Pública); Hadassah Suzannah (Secretaria da Mulher); Francyanne Siqueira (Segurança Pública); e a secretária de Comunicação, Ana Karla Costa.
#PraCegoVer
A foto mostra o prefeito Abilio de camisa cinza e a vice-prefeita Vânia, de camisa azul, sentados em meio a plateia do plenário da Câmara Municipal durante o ato de pedido de Justiça pela jovem assassinada. Ambos, prefeito e vice, estão com expressões sérias.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.