Cuiabá
Prefeitura e MP discutem soluções conjuntas para o planejamento urbano
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá conta com o apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso nas definições que envolvem o planejamento urbano da cidade. As tratativas em torno do assunto foram lideradas pelo prefeito Abilio Brunini em reunião realizada nesta semana, no Palácio Alencastro, com a presença do procurador do MPE, Carlos Eduardo Silva, do secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, José Afonso Portocarrero, do secretário adjunto de Planejamento Urbano (IPDU), José Antônio Lemos e do secretário adjunto de Meio Ambiente, Valdemir Piazza Topanoti.
Além do planejamento da cidade, também foram abordadas outras necessidades que dependem de uma relação mais próxima com o MP, especialmente por conta da preservação das áreas verdes, áreas de preservação e dos estudos que envolvem o Plano Diretor.
“O procurador, assim como nós, está preocupado com o Plano Diretor, em dar continuidade aos estudos que ficaram durante algum tempo represados e que a gente está novamente abrindo a discussão através do IPDU. Estamos finalizando as tratativas sobre a metodologia do trabalho e como será o desenvolvimento das pesquisas para podermos avançar com a maior brevidade possível, porque já está muito tempo parado”, frisou o secretário Portocarrero.
O IPDU tem a responsabilidade de desenvolver e discutir o perímetro urbano, entre outros pontos. Essas diretrizes precisam ser adequadas considerando a capital dos dias atuais.
“Antigamente, o conceito do Plano Diretor era de que a cidade teria que crescer para dentro, ocupando os vazios existentes dentro do perímetro urbano. Mas, agora percebeu-se que o perímetro foi ampliado em outras direções, como por exemplo, na direção do Distrito de Sucuri, que emendou com a cidade. Então, são novos desenhos desse perímetro urbano que vamos ter que rever e discutir novamente”, explicou o secretário Portocarrero.
O procurador sugeriu que dentro desse novo desenvolvimento do Plano Diretor haja um capítulo específico para o Centro Histórico de Cuiabá. E a Prefeitura de Cuiabá já está trabalhando nisso.
“Quer dizer que cotidianamente teremos uma coordenadoria da nossa Secretaria trabalhando, mantendo contato, avançando, vendo tudo que está acontecendo para que se estabeleça concretamente. Não é um projeto que você faz e entrega depois não acontece. Tem muita parceria se apresentando voluntariamente, as pessoas estão vindo e buscado contato conosco e com o prefeito Abilio, propondo sugestões, se manifestando, querendo apoiar, oferecendo ajuda. Temos boas perspectivas que vão alavancar diretamente o Centro Histórico”, disse Portocarrero.
O procurador do Ministério Público, Carlos Eduardo Silva, saiu satisfeito da reunião, tendo em vista que ambos, Prefeitura de Cuiabá e MPE, se preocupam com a organização da cidade. “E a reunião com o prefeito foi justamente para trabalhar, alinhar algumas questões relacionadas a planejamento urbano, alguns temas que tangenciam tanto o Ministério Público como a Prefeitura de Cuiabá, e a ideia é que a gente possa ter uma agenda em comum para poder enfrentar esses desafios para a organização da cidade”.
Planejamento urbano, plano diretor, plano de arborização, um plano de mobilidade urbana, que são instrumentos importantes no planejamento da cidade, seguem sob discussão.
“É, sem dúvidas, uma parceria harmoniosa e quem ganha com isso é a sociedade. A preocupação nossa é com o interesse público, em organizar, tornar a Cuiabá uma cidade melhor, trazer bem-estar para a população”, destacou.
#PraCegoVer
A foto retrata parte do gabinete do prefeito Abilio Brunini onde aconteceu a reunião com representante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável. Oito pessoas participam das discussões, entre elas o prefeito de Cuiabá, sentados em volta de uma mesa. Sobre a mesa há um mapa da cidade e na parede, ao fundo, televisores exibem imagens de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.