Cuiabá
Presidente da ABRASEL usa Tribuna Livre para debater PL de Ranalli
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SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso (ABRASEL-MT), Lorenna Bezerra, participou da Tribuna Livre da Sessão Ordinária desta terça-feira (25), e criticou o posicionamento do vereador Rafael Ranalli (PL) pelo Projeto de Lei que proi?be a Prefeitura de investir dinheiro pu?blico no carnaval pelos pro?ximos quatro anos.
“Proibir o carnaval pelos próximos quatro anos é a mesma coisa que dizer ‘pessoal, não venham pra Cuiabá, vão embora daqui porque nós não queremos você aqui’. Essa é uma medida que não deve ser tomada. Queremos o turismo e a movimentação, ainda mais no período do carnaval”, comentou a presidente.
Lorenna reforçou os benefícios do Carnaval para o setor, mas também frisou que entende o momento que a capital vive.
“A gente vem aqui no intuito de esclarecer e posicionar, dar uma outra visão sobre esse projeto. A gente entende o momento que a nossa capital está vivendo, estamos acompanhando tudo, e eu estou aqui não só como representante do setor de alimentação ao qual eu sou presidente, que é a ABRASEL, mas, especialmente, eu estou aqui porque me causou um impacto”, afirmou.
Por fim, Lorenna destacou a necessidade do lucro feito durante as festividades para as famílias que vivem do comércio.
“As pessoas precisam de renda e o carnaval gera renda! Gera renda para a costureira, para a maquiadora, para o cabeleireiro, para o vendedor de água, para os bares e restaurantes, para a sociedade como um todo”, finalizou.
O pedido de tramitação em regime de urgência especial do projeto foi rejeitado pelos vereadores. Agora, o texto vai tramitar normalmente pelas comissões antes de voltar ao plenário para ser votado.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.